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Médio Oriente

Netanyahu terá decidido ocupar totalmente a Faixa de Gaza

04 ago, 2025 - 18:35 • Henry Galsky, correspondente no Médio Oriente

Informação foi avançada pela comunicação social. Após a divulgação pelo Hamas dos vídeos de dois reféns israelitas famintos, Netanyahu afirmou que o Hamas não tem interesse real num acordo de cessar-fogo.

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O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, terá decidido expandir a ofensiva militar e a ocupar toda a Faixa de Gaza, após mais um revés nas negociações para um cessar fogo com o Hamas.

A possibilidade foi avançada esta segunda-feira pela estação de televisão Canal 12, que cita fontes da administração israelita.

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De acordo com o Canal 12 de Israel, funcionários do gabinete do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, informaram que "a decisão foi tomada: Israel ocupará a Faixa de Gaza".

Neste momento, o Exército de Israel informa que as forças do país já controlam 75% do território.

"O Hamas não libertará mais reféns sem a rendição completa; se não agirmos agora, os reféns morrerão de fome, e Gaza permanecerá sob controlo do Hamas", disseram as fontes citadas pelo Canal 12.

Após a divulgação pelo Hamas dos vídeos de dois reféns israelitas famintos, Netanyahu afirmou que o Hamas não tem interesse real num acordo.

"Estou ainda mais determinado a libertar nossos filhos sequestrados, a eliminar o Hamas e garantir que Gaza não representa mais uma ameaça ao Estado de Israel", disse o primeiro-ministro israelita, numa mensagem de vídeo.

De acordo com a comunicação social israelita, uma fonte política disse que Israel está em negociações com os Estados Unidos e que há o entendimento de ambos os governos que o Hamas não está interessado num acordo.

Segundo a mesma fonte, a decisão militar deverá ser combinada com a introdução de ajuda humanitária em áreas fora das zonas de combate e fora do controlo do Hamas.

O Fórum dos Familiares dos Reféns israelitas já havia demonstrado preocupação com a possibilidade de expansão das operações militares.

"Estamos profundamente preocupados com os relatos de uma expansão dos combates em Gaza que coloca a vida dos reféns em perigo ainda maior. Estamos nos aproximando de um ano desde que seis reféns foram tragicamente mortos enquanto havia relatos de forças das IDF nas proximidades. Devemos fazer todo o possível para garantir um acordo abrangente que traga todos os reféns de volta para casa e ponha fim a esta guerra", disse o fórum, em comunicado.

A guerra em Gaza começou quando o Hamas matou 1.200 pessoas e fez 251 reféns durante um ataque ao sul de Israel, a 7 de outubro de 2023, segundo dados israelitas. Desde então, a ofensiva de Israel já matou mais de 60 mil palestinianos, segundo as autoridades de saúde de Gaza lideradas pelo Hamas.

De acordo com autoridades israelitas, 50 reféns permanecem em Gaza, dos quais acredita-se que apenas 20 estejam vivos.

[notícia atualizada às 19h17]

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