Ouvir
  • Noticiário das 18h
  • 12 dez, 2025
A+ / A-

Plásticos representam perigo “grave e crescente” desde o nascimento até à velhice, revela estudo

04 ago, 2025 - 19:55 • Fábio Monteiro

Estudo publicado na revista The Lancet alerta para uma crise global dos plásticos com custos anuais de 1,5 mil milhões de dólares em danos para a saúde, afetando todas as idades e o planeta.

A+ / A-

A produção de plásticos aumentou mais de 200 vezes desde 1950 e poderá triplicar até 2060, provocando um impacto generalizado na saúde humana e no ambiente, segundo um estudo publicado esta segunda-feira na revista médica “The Lancet”.

O estudo, conduzido por especialistas em saúde pública, estima que os custos anuais dos danos para a saúde ascendem a 1,5 mil milhões de dólares (cerca de 1,38 mil milhões de euros).

Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui.

De acordo com os investigadores, os plásticos representam um perigo em todas as fases do seu ciclo de vida, desde a extração dos combustíveis fósseis utilizados na sua produção até à sua eliminação.

A cadeia de produção gera poluição do ar, exposição a químicos tóxicos e contaminação do corpo humano por microplásticos.

“Os impactos recaem mais fortemente sobre populações vulneráveis, especialmente bebés e crianças”, disse o professor Philip Landrigan, principal autor do estudo, ao “Guardian”. “É nossa obrigação agir em resposta.”

O estidp surge na véspera da sexta e possivelmente última ronda de negociações internacionais para a criação de um tratado global e vinculativo sobre os plásticos. Mais de 100 países apoiam um limite à produção, enfrentando resistência por parte de Estados como a Arábia Saudita e de grupos industriais.

Mais de 98% dos plásticos são produzidos a partir de petróleo, gás e carvão. Este processo, intensivo em energia, emite anualmente cerca de 2 mil milhões de toneladas de dióxido de carbono, o equivalente às emissões da Rússia. Além disso, mais de metade dos resíduos plásticos não geridos são queimados ao ar livre, agravando a poluição atmosférica.

“É agora claro que o mundo não pode sair da crise dos plásticos apenas através da reciclagem”, lê-se no documento.

O estudo identificou mais de 16 mil substâncias químicas utilizadas nos plásticos, algumas das quais associadas a abortos espontâneos, malformações congénitas, cancro infantil e problemas de fertilidade.

Ouvir
  • Noticiário das 18h
  • 12 dez, 2025
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Destaques V+