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Zelensky discute "situação diplomática" com Macron e Starmer antes de cimeira Trump-Putin

09 ago, 2025 - 15:05 • Lusa

Presidente ucraniano sublinha que que "é realmente importante que os russos não consigam enganar ninguém novamente". Conselheiros de segurança nacional europeus e norte-americanos estão este sábado reunidos em Londres.

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O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou este sábado que discutiu a "situação diplomática" sobre a Ucrânia com o homólogo francês, Emmanuel Macron, por telefone, antecedendo a cimeira dos líderes da Casa Branca e do Kremlin na próxima sexta-feira.

"Trocámos opiniões sobre a situação diplomática", disse Zelensky nas redes sociais, acrescentando que "é realmente importante que os russos não consigam enganar ninguém novamente".

Na sua mensagem, o Presidente ucraniano sublinhou que “todos precisam de um fim genuíno para a guerra”, bem como de “bases de segurança fiáveis para a Ucrânia e outras nações europeias”.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, revelou que também discutiu os últimos desenvolvimentos diplomáticos sobre o conflito na Ucrânia com Zelensky.

Em comunicado, Starmer anunciou uma reunião de conselheiros de segurança nacional europeus e norte-americanos hoje em Londres promovida pelo chefe da diplomacia britânica, David Lammy, e pelo vice-Presidente dos Estados Unidos, JD Vance, dedicada à Ucrânia.

Esta reunião será "uma oportunidade crucial para discutir os progressos necessários para alcançar uma paz justa e duradoura" na Ucrânia, considerou Starmer.

Já Emmanuel Macron reiterou o apoio à Ucrânia e sublinha que "o futuro da Ucrânia não pode ser decidido sem os ucranianos".

"Os europeus vão ser parte da solução, porque a sua própria segurança está em jogo", afirmou, ainda, o Presidente de França.

Esta ronda de contactos sucede logo após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado na sexta-feira que o seu "tão aguardado encontro" com o homólogo russo, Vladimir Putin, terá lugar em 15 de agosto no estado norte-americano do Alasca.

Numa curta mensagem, Trump afirma que serão divulgados mais tarde detalhes sobre o encontro, focado na tentativa de alcançar um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia.

Em Moscovo, o conselheiro presidencial russo para os Assuntos Internacionais, Yuri Ushakov, confirmou a data e local do encontro.

A cimeira foi anunciada no dia em que expirava o prazo estabelecido por Trump para a Rússia suspender a sua ofensiva na Ucrânia, sob ameaça de agravamento de sanções diretas e sanções secundárias a países que comprem hidrocarbonetos russos.

A última ronda de negociações diretas entre os dois beligerantes em Istambul, em julho, resultou apenas numa nova troca de prisioneiros e de restos mortais de soldados.

Numa tentativa de desbloquear as negociações, o enviado norte-americano Steve Witkoff foi recebido na semana passada por Vladimir Putin, e na quinta-feira Moscovo anunciou um "acordo de princípio" para uma próxima cimeira de alto nível entre os líderes norte-americano e russo.

O Kremlin exclui porém um encontro entre Putin e Zelensky e afirma que só fará sentido no final de um processo negocial, quando houver acordo em relação aos termos para a paz na Ucrânia, invadida pela Rússia em fevereiro de 2022.

O anúncio sobre a data e local do encontro com Putin foi feito pouco depois de Trump sugerir que um acordo de paz para a Ucrânia poderá incluir "trocas de territórios" entre Moscovo e Kiev, que "beneficiariam ambos" os beligerantes, embora reconhecendo que estas negociações são "complicadas"

Já hoje, o Presidente ucraniano alertou para qualquer "decisão que seja tomada sem a Ucrânia", reafirmando que os ucranianos "não vão abandonar a sua terra para os ocupantes", referindo-se à Rússia, que intensificou a sua ofensiva desde julho no leste e norte do país, a par de campanhas sucessivas de bombardeamentos nas principais cidades.

"Qualquer decisão que seja tomada contra nós, qualquer decisão que seja tomada sem a Ucrânia, será uma decisão contra a paz", avisou Zelensky nas redes sociais, advertindo ainda que, nesse caso, a iniciativa "nasce morta".

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