Israel matou jornalistas da Al Jazeera e alega que um deles era agente do Hamas
10 ago, 2025 - 22:35 • João Malheiro
Acampamento de jornalistas perto de um hospital bombardeado, segundo a Al Jazeera. Exército israelita diz que acreditação de imprensa "não é escudo para terrorismo".
Israel matou os jornalistas da Al Jazeera Anas al-Sharif e Mohammed Qreiqeh, assim como os dois operadores de câmara Ibrahim Zaher e Mohammed Noufal, num ataque na Faixa de Gaza este domingo, de acordo com a Al Jazeera.
As mortes terão acontecido num bombardeamento perto do hospital Al-Shifa, onde estava localizado um acampamento de jornalistas.
O exército israelita apenas confirma a morte de al-Sharif, de 28 anos, acusando-o de ser líder de uma célula terrorista do Hamas.
Alegadamente recrutado quando tinha 16 anos, Israel afirma que Anas al-Sharif coordenou ataques de rockets a civis e tropas israelitas. Além disso, o exército israelita diz ter registos de salários e listas de treino que comprovam que o jornalista da Al Jazeera era um elemento do Hamas.
"Uma acreditação de imprensa não é um escudo para terrorismo", termina a nota publicada nas redes sociais. Israel não menciona, nem explica as mortes dos restantes jornalistas que morreram no mesmo ataque, segundo a Al Jazeera.
Por sua vez, a Al Jazeera nega que Anas al-Sharif tivesse qualquer ligação com o Hamas.
Mais de 230 jornalistas já morreram na Faixa de Gaza, desde 7 de outubro de 2023.
- Noticiário das 20h
- 14 jul, 2026







