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Natanyahu diz que plano para ocupar Gaza é a "forma mais rápida" de acabar com a guerra

10 ago, 2025 - 15:25 • Catarina Santos com agências

Primeiro-ministro diz que o plano israelita para Gaza visa destruir os dois "últimos redutos" do Hamas. Negando novamente que haja uma política israelita de uso da fome como arma de guerra no território, Netanyahu falou ainda em abordagens "criativas" para libertar os reféns.

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A nova ofensiva em Gaza visa destruir os dois "últimos redutos" do Hamas, afirmou esta tarde o primeiro-ministro de Israel em conferência de imprensa em Jerusalém.

Benjamin Netanyahu afirma que 70 a 75% do território do enclave está sob controlo militar israelita, mas que a cidade de Gaza e os "campos centrais" continuam a ter uma grande concentração de militantes do Hamas.

Netanyahu sustenta que a recusa do Hamas em depor as armas deixa Israel sem outra escolha que não seja "terminar o trabalho e completar a derrota do Hamas".

O primeiro-ministro israelita garante que o objetivo não é ocupar Gaza, mas libertar o território do domínio do Hamas. Respondendo às críticas de grande parte da comunidade internacional, Netanyahu afirma que "esta é a melhor maneira de acabar com a guerra e a melhor maneira de o fazer rapidamente".

"Vamos começar por permitir à população civil que abandone em segurança as zonas de combate, designar zonas seguras e nesses locais terão acesso a muita comida, água e cuidados médicos, como já fizemos antes", indicou. "Contrariamente ao que dizem as falsas acusações, a nossa política ao longo da guerra foi prevenir uma crise humanitária, ao passo que a política do Hamas tem sido criá-la", sustentou ainda.

Negando novamente que haja uma política israelita de uso da fome como arma de guerra no território, Netanyahu sustentou que, se fosse essa a intenção de Israel, "ninguém em Gaza teria sobrevivido depois de dois anos de guerra".

O primeiro-ministro considera ainda que a ocupação integral do território de Gaza pelo exército israelita é a melhor forma de garantir a sobrevivência dos reféns que restam e recuperar os corpos dos que morreram em cativeiro. "As movimentações de que estou a falar têm a capacidade de os tirar de lá", disse. Não especificou quais seriam essas táticas, mas indicou que estão em cima da mesa abordagens "criativas".

Terminada a missão, concluiu, o governo israelita quer definir uma zona de segurança junto à fronteira e pretende ver definida uma administração civil no território.

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