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Trump destaca 800 militares da Guarda Nacional para capital dos Estados Unidos

11 ago, 2025 - 17:47 • João Pedro Quesado

Apesar de as estatísticas da polícia mostrarem cada vez menos crime em Washington D.C., o Presidente dos EUA garante que a cidade foi "tomada por gangues violentos e criminosos sedentos de sangue". Donald Trump disse ainda que vai encontrar-se com Putin na Rússia, apesar de o ir fazer no Alasca (que os EUA compraram à Rússia em 1867).

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Donald Trump confirmou esta segunda-feira o destacamento de 800 militares da Guarda Nacional para a capital dos Estados Unidos da América (EUA), Washington D.C.. O Presidente norte-americano anunciou ainda que vai colocar a polícia da capital sob controlo federal para combater o que alegou ser uma onda de crime e ilegalidade — apesar de as estatísticas mostrarem que, em 2024, o número de crimes violentos estava no valor mínimo em 30 anos.

"Vou destacar a Guarda Nacional para ajudar a reestabelecer a lei, ordem e segurança pública em Washington, D.C.", afirmou Trump na sala de imprensa da Casa Branca. Ladeado pela procuradora-geral Pam Bondi e pelo secretário da Defesa Pete Hegseth, Trump alegou que a cidade foi "tomada por gangues violentos e criminosos sedentos de sangue".

Esta é a segunda vez que Donald Trump destaca, este ano, militares da Guarda Nacional para uma cidade liderada por políticos do Partido Democrata, depois da resposta aos protestos contra rusgas anti-imigração em Los Angeles, no início de junho. Durante a conferência de imprensa, Trump disse que vai avaliar a situação em Nova Iorque, Chicago, Baltimore e Oakland — todas cidades governadas pelo Partido Democrata —, sem que se perceba de que situação está a falar.

A presidente de câmara de D.C., a democrata Muriel Bowser, tem negado as afirmações de Donald Trump, declarando que a cidade "não está a passar por um pico de crime" e sublinhando que os crimes violentos atingiram, em 2024, o nível mais baixo em três décadas.

Segundo a polícia da cidade, o crime violento caiu 26% nos primeiros sete meses de 2025, depois de uma redução de 35% em 2024. O crime em geral caiu 7%.

Trump afirmou ainda que pode destacar o Exército dos EUA para a cidade "se necessário", e Pete Hegseth declarou estar pronto para destacar militares da Guarda Nacional de outros estados. O Presidente tem recusado estar a fabricar uma crise para justificar aumentar a autoridade presidencial sobre uma cidade democrata.

O Distrito de Columbia, nome formal da capital dos EUA, é um distrito federal, não fazendo parte de um estado, nem sendo um — apesar de existir há muito um movimento para tornar Washington D.C. no 51.º estado dos EUA. A cidade tem uma presidência de câmara e assembleia municipal, mas é verdadeiramente governada pelo Congresso, que tem de aprovar um orçamento para a cidade.

Esta é a segunda vez que Donald Trump mobiliza a Guarda Nacional para Washington D.C.. Trump fê-lo pela primeira vez em 2020, no último ano do primeiro mandato na Casa Branca, para reprimir protestos maioritariamente pacíficos após a morte de George Floyd às mãos da polícia.

A Guarda Nacional de D.C. também foi ativada durante o ataque ao Capitólio, a 6 de janeiro de 2021, apesar de aguardar durante horas a ordem para agir sobre a multidão que invadiu e interrompeu a certificação da eleição presidencial de 2020, procurando impedir a declaração da vitória de Joe Biden.

Trump afirma que vai à Rússia em vez do Alasca

Numa conferência de imprensa que, como habitual, acabou por misturar todos os temas na atualidade dos Estados Unidos, Donald Trump declarou que vai dizer a Vladimir Putin, no encontro no Alasca marcado para sexta-feira, que "tem de acabar" com a guerra na Ucrânia. O Presidente dos EUA insistiu ainda que Volodymyr Zelensky pode ir ao encontro, e que vai haver troca de territórios entre Rússia e Ucrânia.

Donald Trump teve ainda um lapso, afirmando que vai "à Rússia na sexta-feira" para ver Putin e que não gosta "de estar aqui a falar do quão insegura, suja e nojenta esta outrora bela capital está".

Trump: "It's embarrassing for me to be up here. I'm gonna see Putin. I'm going to Russia on Friday."

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— Aaron Rupar (@atrupar.com) August 11, 2025 at 3:55 PM

Os Estados Unidos compraram o Alasca ao então Império Russo em 1867, por 7,2 milhões de dólares — o equivalente a mais de 156 milhões de euros em 2025, ajustando à inflação. O Alasca apenas se tornou num estado em 1959, sendo então o 49.º estado — o Havai foi o 50.º território a ser declarado um estado.

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