Médio Oriente
Mais de 20 países, incluindo Portugal, pedem a Israel que deixe entrar ajuda em Gaza
12 ago, 2025 - 16:02 • Ana Kotowicz
"O sofrimento humanitário em Gaza atingiu níveis inimagináveis. A fome está a alastrar-se diante dos nossos olhos", lê-se no documento partilhado pelo MNE português na rede social x.
Dezenas de países apelaram a Israel para que autorize a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza e levante as restrições ao trabalho das organização não governamentais. No total, 24 ministros dos Negócios Estrangeiros — onde se inclui Paulo Rangel — e três altos representantes da União Europeia assinaram a declaração conjunta alertando para o agravamento da crise humanitária em Gaza: “a fome está a alastrar-se” e “o sofrimento atingiu níveis inimagináveis”.
O grupo de 27 parceiros defende que a ajuda humanitária não deve ser politizada e que o espaço de atuação das organizações no terreno deve ser protegido.
"O sofrimento humanitário em Gaza atingiu níveis inimagináveis. A fome está a alastrar-se diante dos nossos olhos. É necessária uma ação urgente para travar e reverter esta situação. O espaço humanitário deve ser protegido e a ajuda nunca deve ser politizada", lê-se no documento partilhado na conta oficial do MNE português da rede social x.
Os signatários alertam que "novos requisitos de registo restritivos" impostos por Israel podem forçar as ONG internacionais "a abandonar os Territórios Palestinianos Ocupados, o que agravaria ainda mais a situação humanitária". Por isso, apelam a que o governo israelita autorize todos os envios de ajuda e facilite o acesso seguro e em larga escala de agências da ONU, ONG e outros parceiros humanitários.
"Todas as passagens e rotas devem ser utilizadas para permitir a entrada de ajuda humanitária em Gaza, incluindo alimentos, suprimentos nutricionais, abrigo, combustível, água potável, medicamentos e equipamentos médicos. Não deve ser utilizada força letal nos locais de distribuição, e os civis, voluntários e profissionais de saúde devem ser protegidos", exigem no documento.
O documento também agradece aos EUA, Qatar e Egito pelos esforços diplomáticos na busca de um cessar-fogo.
Entre os signatários estão os ministros dos Negócios Estrangeiros da Austrália, Bélgica, Canadá, Chipre, Dinamarca, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Islândia, Irlanda, Japão, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Noruega, Portugal, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Suécia, Suíça e Reino Unido.
A Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança e Vice-Presidente da Comissão Europeia, o Comissário Europeu para a Igualdade, Preparação e Gestão de Crises e o Comissário Europeu para o Mediterrâneo também assinam a declaração.
- Noticiário das 2h
- 07 jun, 2026








