Guerra na Ucrânia
Zelensky vai a Washington falar com Trump na segunda-feira. Cimeira a três com Putin pode ser passo seguinte
16 ago, 2025 - 09:13 • João Pedro Quesado, com Lusa
O líder ucraniano apoia proposta de cimeira com Trump e Putin. Zelensky teve "uma longa e substancial conversa" com Trump por telefone após a cimeira do Alasca, com os líderes europeus a juntaram-se depois à chamada. Trump quer acordo de paz em vez de um "mero cessar-fogo".
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou este sábado que aceitou um convite do Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, para um encontro na segunda-feira em Washington D.C. sobre todos os "detalhes" relativos ao conflito, após a cimeira entre Trump e Putin realizada esta sexta-feira no Alasca — que terminou sem acordo de cessar-fogo.
Será a primeira visita à Casa Branca do líder ucraniano desde o encontro falhado no final de fevereiro, quando Trump e Zelensky mantiveram uma discussão tensa na Sala Oval, e, desta vez, chega com a sombra do fim do isolamento diplomático de Putin.
O líder ucraniano afirmou que já conversou com Trump por telefone após a cimeira do Alasca, descrevendo a chamada como "uma longa e substancial conversa". Zelensky explicou nas redes sociais que, primeiro, tiveram uma "conversa privada de uma hora", à qual mais tarde se juntaram outros líderes europeus.
O encontro com Trump em Washington D.C., que Donald Trump diz que vai ser na Sala Oval, serve para "discutir todos os detalhes sobre terminar a matança e a guerra", segundo Zelensky — que agradeceu o convite.
De acordo com o que Trump escreveu na rede social Truth Social, se o encontro "correr bem", pode seguir-se um encontro a três, entre Zelensky, Trump e Putin. "A melhor forma de terminar a guerra horrífica entre a Rússia e a Ucrânia é ir diretamente para um Acordo de Paz, que terminaria a guerra, e não um mero Acordo de Cessar-fogo", disse o Presidente dos EUA.
O Presidente da Ucrânia confirmou ainda que apoia "a proposta do Presidente Trump para um encontro trilateral entre a Ucrânia, os EUA e a Rússia", sublinhando que "assuntos-chave podem ser discutidos ao nível dos líderes, e um formato trilateral é apropriado para isto".
"É importante que os europeus estejam envolvidos em todas as fases para assegurar garantias de segurança fiáveis junto com a América. Também discutimos os sinais positivos do lado americano sobre a participação na garantia de segurança da Ucrânia", revelou Zelensky, apontando que o país continua "a coordenar as posições com todos os parceiros".
Após ter-se reunido com o homólogo russo, Vladimir Putin, no Alasca, Donald Trump afirmou que o fim do conflito na Ucrânia depende agora do líder ucraniano, Volodymyr Zelensky.
"Agora, depende realmente do Presidente Zelensky para que isso seja feito. E também diria que os países europeus precisam de se envolver um pouco, mas isso depende do Presidente Zelensky", declarou, sem concretizar, o líder da Casa Branca em entrevista ao canal norte-americano Fox News, depois de partir do Alasca.
Os líderes dos Estados Unidos e da Rússia reuniram-se na sexta-feira na Base Aérea de Elmendorf-Richardson, nos arredores de Anchorage, que, apesar dos elogios aos progressos por ambas as partes, não produziu nenhum anúncio em relação a uma solução para o conflito na Ucrânia, que era o foco do encontro.
No final de uma cimeira de quase três horas, Putin e Trump realizaram uma conferência de imprensa conjunta, mas não aceitaram perguntas sobre as discussões, para as quais Zelensky não foi convidado.
- Noticiário das 1h
- 10 jun, 2026









