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Médio Oriente

Hamas terá aprovado última proposta de cessar-fogo em Gaza

18 ago, 2025 - 15:54 • Reuters

O dirigente, que falou sob anonimato, não forneceu mais detalhes sobre os termos do acordo em discussão. Já segundo uma fonte oficial egípcia, a última proposta de cessar-fogo prevê suspensão de operações militares por 60 dias.

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(Em atualização)

O Hamas comunicou esta segunda-feira aos mediadores internacionais que aceita a mais recente proposta de cessar-fogo para a Faixa de Gaza, disse um responsável do grupo, citado pela agência Reuters.

O dirigente, que falou sob anonimato, não forneceu mais detalhes sobre os termos do acordo em discussão.

Já segundo uma fonte oficial egípcia, a última proposta de cessar-fogo prevê suspensão de operações militares por 60 dias e é encarada como um caminho para alcançar um acordo abrangente que ponha fim à guerra em Gaza, em curso há quase dois anos, disse a mesma fonte. Durante o período de suspensão, estaria previsto um processo de troca de prisioneiros palestinianos pela libertação de metade dos reféns israelitas detidos em Gaza.

A aprovação do Hamas surge num momento em que a Cidade de Gaza enfrenta a ameaça de uma ofensiva terrestre israelita, depois de meses de intensos combates que já provocaram dezenas de milhares de mortos palestinianos, segundo dados das autoridades locais.

Mediadores do Egipto e do Qatar têm intensificado nas últimas semanas os contactos para tentar alcançar uma trégua, depois de várias rondas de negociações terem fracassado. Washington tem apoiado os esforços diplomáticos, procurando garantir simultaneamente a libertação de reféns israelitas detidos em Gaza desde os ataques de 7 de Outubro de 2023.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, tem reiterado que qualquer cessar-fogo definitivo depende da libertação de todos os reféns e da rendição das armas por parte do Hamas — condições que o grupo islamista continua a rejeitar.

Ainda assim, fontes próximas das negociações no Cairo referiram que a proposta mais recente contempla uma pausa de várias semanas nos combates, a entrada de ajuda humanitária em maior escala e um possível acordo faseado para a libertação de parte dos reféns em troca de prisioneiros palestinianos detidos por Israel.

A comunidade internacional tem pressionado as duas partes para aceitar um entendimento, alertando para a catástrofe humanitária em Gaza, onde mais de um milhão de pessoas se encontram deslocadas e dependentes de ajuda de emergência.

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