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Guerra na Ucrânia

Suíça promete imunidade a Putin se for palco de conferência de paz

19 ago, 2025 - 13:13 • Ana Kotowicz

Depois da reunião em Washington, está previsto um encontro bilateral entre Putin e Zelensky, que deverá acontecer na Europa, num país neutro.

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A Suíça promete imunidade ao Presidente russo caso o seu encontro bilateral com Volodymyr Zelensky, para negociar um acordo de paz entre Kiev e Moscovo, venha a acontecer naquele país, tradicionalmente neutro.

Vladimir Putin é alvo de um mandado de detenção, emitido pelo Tribunal Penal Internacional, por crimes de guerra cometidos na Ucrânia, nomeadamente, pelo rapto de crianças ucranianas, deportadas para a Rússia. Assim, o Presidente russo deveria ser detido ao pisar o território de um país que reconheça o TPI — e que não é o caso dos Estados Unidos, onde Putin esteve, na sexta-feira, no Alasca, para se reunir com Donald Trump.

Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros suíço, as regras não se aplicam neste caso. Ignazio Cassis falava durante uma conferência de imprensa, em Berna, ao lado do seu homólogo italiano, e explicou que, no ano passado, o governo suíço definiu as regras para a concessão de imunidade a uma pessoa sob mandado de detenção internacional. "Se essa pessoa vier para uma conferência de paz" não deve ser detida.

"A Suíça está disponível para fazer isto [o encontro], mesmo que com pouca antecedência", disse Cassis aos jornalistas. "Aliás, sublinhei repetidamente esta disponibilidade nos meus contactos com o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, nos últimos meses", acrescentou.

O presidente francês, Emmanuel Macron, já tinha sugerido Genebra como possível local para um encontro bilateral entre Putin e Zelensky, já que acredita que a reunião deve acontecer num país neutro.

Este foi um dos principais avanços saídos da reunião, em Washington, que juntou Zelensky, Trump e vários líderes europeus para se tentar avançar num acordo de paz entre a Rússia e a Ucrânia. Além do encontro bilateral, depois haverá um trilateral (Zelensky, Puitn e Trump) e, mais tarde, um multilateral, com vários líderes europeus.

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