Trump não enviará soldados americanos para a Ucrânia
19 ago, 2025 - 22:54 • Ricardo Vieira, com Reuters
Presidente dos EUA diz que poderá fornecer apoio aéreo ao abrigo de um acordo para terminar a guerra entre Rússia e Ucrânia.
Os Estados Unidos não enviarão tropas para a Ucrânia como garantia de segurança para acabar com a guerra, disse esta terça-feira o Presidente norte-americano.
Donald Trump, em declarações à Fox News, adianta que os EUA poderão fornecer apoio aéreo ao abrigo de um acordo para terminar o conflito iniciado em fevereiro de 2022.
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“Quando se trata de segurança, [os europeus] estão dispostos a colocar pessoas no terreno. Estamos dispostos a ajudá-los com várias coisas, especialmente, provavelmente... pelo ar”, afirmou.
O Presidente norte-americano não entrou em mais pormenores.
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A posição foi assumida um dia depois de Donald Trump receber, na Casa Branca, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e um grupo de líderes europeus.
Após a reunião de segunda-feira, a Rússia lançou o maior ataque aéreo em mais de um mês contra a Ucrânia.
Donald Trump admitiu que o Presidente russo, Vladimir Putin, poderá afinal não querer chegar a um acordo. “Vamos descobrir quem é o Presidente Putin nas próximas semanas”, declarou.
Por seu lado, o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, afirmou que os Estados Unidos se envolverão num esforço de cerca de 30 países para garantir a segurança da Ucrânia no quadro de um acordo de paz com a Rússia.
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O responsável holandês, ressaltou, porém, que na reunião esta segunda-feira na Casa Branca não foi acordado o envio de tropas para o terreno nem foi concretizado o papel dos Estados Unidos.
O Presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que uma das garantias de segurança para a Ucrânia, a acompanhar qualquer acordo de paz com a Rússia, será umexército ucraniano suficientemente "robusto" para impedir novos ataques de Moscovo.
"Pude voltar esta tarde ao conteúdo dessas garantias de segurança, que são um exército ucraniano robusto, capaz de resistir a qualquer tentativa de ataque e dissuadi-lo, e, portanto, sem limitações em número, capacidade ou armamento", disse Macron aos jornalistas após reuniões na Casa Branca com os presidentes norte-americano, Donald Trump, e ucraniano, Volodymyr Zelensky, e ainda vários líderes europeus.
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