Saúde
EUA detetam primeiro caso de parasita comedor de carne em humanos
25 ago, 2025 - 14:25 • Reuters
Estas moscas depositam ovos em feridas de qualquer animal de sangue quente. Quando eclodem, centenas de larvas alimentam-se do tecido vivo.
Um parasita carnívoro foi detetado pela primeira vez nos EUA, numa pessoa. As autoridades norte-americanas confirmaram, este domingo, o primeiro caso humano, em território norte-americano, de miíase causada pelo Cochliomyia hominivorax do Novo Mundo — um parasita que se alimenta de tecido vivo.
O caso, investigado pelo Departamento de Saúde do Maryland e pelos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC), foi confirmado a 4 de Agosto num paciente que regressava de uma viagem a El Salvador, avançou o porta-voz do Departamento de Saúde e Serviços Humanos à Reuters.
Anteriormente, a Reuters já tinha noticiado que fontes da indústria da carne de bovino afirmaram que o CDC confirmara um caso no Maryland de uma pessoa que viajara para os EUA a partir da Guatemala. Nixon não comentou a discrepância quanto à origem da infeção.
“O risco para a saúde pública nos Estados Unidos decorrente desta introdução é muito baixo”, afirmou, numa altura em que o governo norte-americano não confirmou qualquer caso em animais este ano.
As versões divergentes entre fontes oficiais e industriais sobre o caso humano deverão aumentar a inquietação numa indústria de criadores de gado, produtores de carne e comerciantes já em alerta perante o avanço do parasita na América Central e no sul do México.
A confirmação governamental surge pouco mais de uma semana depois de a secretária da Agricultura, Brooke Rollins, ter viajado ao Texas para anunciar planos de construção de uma unidade de produção de moscas estéreis, como parte do esforço para combater a praga.
Um surto destes parasitas poderia custar à economia texana cerca de 1,8 mil milhões de dólares em mortes de gado, custos laborais e despesas médicas.
O que são estes parasitas comedores de carne?
São moscas parasitárias cujas fêmeas depositam ovos em feridas de qualquer animal de sangue quente.
Quando eclodem, centenas de larvas alimentam-se do tecido vivo, podendo matar o hospedeiro se não for tratado.
O tratamento é complexo, envolvendo a remoção manual das larvas e desinfeção rigorosa das feridas.
A maioria dos casos é curável se identificado precocemente.
- Noticiário das 5h
- 17 jun, 2026








