Ataque a escola católica nos EUA investigado como "terrorismo doméstico" e "crime de ódio"
27 ago, 2025 - 21:51 • Ricardo Vieira, com Reuters
Duas crianças de oito e dez anos morreram e 17 pessoas ficaram feridas. Identidade do autor do ataque já foi revelada.
O ataque desta quarta-feira contra uma escola católica, em Minneapolis, no Estados Unidos, está a ser investigado como “terrorismo doméstico” e um “crime de ódio contra católicos”.
A informação foi avançada pelo diretor do FBI, Kash Patel, numa publicação nas redes sociais.
Duas crianças de oito e 10 anos morreram e 17 pessoas ficaram feridas quando um atirador abriu fogo contra uma escola católica, em Minneapolis, no estado do Minnesota.
A suspeita foi identificada como Robin Westman, de 23 anos. Abriu fogo contra os alunos durante a celebração da missa no terceiro dia de escola após o regresso às aulas.
Disparou dezenas de tiros, com uma espingarda, uma caçadeira e uma pistola, de acordo com as autoridades.
As armas foram adquiridas de forma legal, revelou a Polícia de Minneapolis.
A atiradora tinha cadastro por pequenos delitos e suicidou-se após o ataque. As causas do ataque ainda são desconhecidas.
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Registos judiciais indicam que o nome de Westman foi alterado de Robert para Robin em 2020, com base na sua identificação como mulher.
O presidente Câmara de Minneapolis, Jacob Frey, apela a que o ataque não seja aproveitado para perseguir as pessoas transgénero.
"Foi um ato deliberado de violência contra crianças inocentes e outras pessoas em oração. A crueldade e cobardia de disparar contra uma igreja cheia de crianças é absolutamente incompreensível", declarou o chefe da polícia de Minneapolis, Brian O'Hara, aos jornalistas.
O Papa enviou uma mensagem de condolências às famílias e amigos das vítimas. Leão XIV recebeu com “profunda tristeza” a notícia do ataque contra a Igreja da Anunciação, que apelidou de "terrível tragédia".
Este foi o 146.º tiroteio em escolas nos Estados Unidos desde o início do ano.
- Noticiário das 14h
- 15 jun, 2026









