28 ago, 2025 - 10:45 • Daniela Espírito Santo
É a resposta da Europa ao ataque desta quinta-feira: a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou um 19.º pacote de sanções à Rússia e a utilização de ativos russos congelados para "contribuir para a defesa e reconstrução da Ucrânia".
O anúncio aconteceu numa curta declaração, feita esta quinta-feira após os escritórios da delegação da UE na capital ucraniana terem sido atacados esta madrugada. Do ataque russo, que utilizou drones e mísseis para atingir vários edifícios em Kiev - entre os quais o escritório europeu e um British Council -, resultaram pelo menos 16 mortos, onde se incluem quatro crianças.
Von der Leyen mostrou-se "indignada" com o "mais mortífero ataque contra a capital ucraniana desde julho" e, mostrando fotografias do aspeto do escritório europeu após o incidente, adiantou estar aliviada por nenhum dos funcionário ter sido ferido.
"Os ataques da noite passada ocorreram nas proximidades da missão diplomática e os mísseis atingiram a delegação a uma distância de 50 metros. É um lembrete sombrio do que está em jogo", admite, acreditando que tal incidente "mostra que o Kremlin não poupará esforços para aterrorizar a Ucrânia".
"Matam cegamente civis, homens, mulheres, crianças, e até visam a União Europeia", salienta. "É por isso que estamos a manter a máxima pressão sobre a Rússia", acrescenta, endurecendo o regime de sanções ao governo de Vladimir Putin.
"Garantimos o apoio forte e inabalável à Ucrânia, nossa vizinha, parceira e amiga, e nosso futuro membro", diz a presidente, que assegura que se irá deslocar aos estados-membros que estão a "proteger as fronteiras externas com a Rússia e a Bielorrússia" enquanto, garante, Bruxelas continua a "construir uma forte indústria de defesa europeia".