Corpo de refém luso-israelita Idan Shtivi recuperado em Gaza
30 ago, 2025 - 20:48 • Ricardo Vieira, com Reuters
Desportista, fotógrafo amador e amante da natureza, Idan Shtivi foi raptado pelo grupo terrorista Hamas no Festival Supernova, a 7 de outubro de 2023. Antes de ser levado, ajudou a salvar outras pessoas que participavam na festa de música. Os bisavós tinham vivido em Portugal.
O Exército de Israel recuperou o corpo do refém luso-israelita Idan Shtivi, que estava na Faixa de Gaza, anunciou este sábado o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.
Idan Shtivi foi raptado pelo grupo terrorista Hamas no Festival Supernova, a 7 de outubro de 2023, e levado para Gaza. Tinha 28 anos.
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O primeiro-ministro israelita refere, em comunicado, que o refém luso-israelita era "um homem de grande coração e coragem".
"Quando o ataque terrorista aconteceu, ele agiu para ajudar e salvar muitos participantes no festival", declarou Benjamin Netanyahu.
O Governo português também já reagiu. Numa mensagem na rede social X, o Ministério dos Negócios Estrangeiros enderença condolências à família.
"O Governo presta sentida homenagem ao cidadão luso-israelita Idan Shtivi, feito refém pelo grupo terrorista Hamas nos terríveis ataques de 7 de Outubro, cujo corpo foi agora recuperado. Apresenta condolências à família e ao povo de Israel, solidarizando-se com o seu sofrimento."
Israel diz que 48 reféns continuam em poder do Hamas na Faixa de Gaza. Apenas duas dezenas ainda estarão vivos.
Na sexta-feira, foi noticiado que Israel recuperou os corpos de Ilan Weiss, de 56 anos, e de outro refém, que na altura ainda não tinha sido identificado.
Fotógrafo amador e desportista, deveria viajar para Portugal em breve. Quem era o refém luso-israelita Idan Shtivi?
Família mantinha esperança de que estivesse vivo, (...)
Idan Shtivi desapareceu do festival Supernova, em Re'im, depois de tentar ajudar dois amigos a fugir ao ataque do Hamas, a 7 de outubro de 2023. Um mês depois, a Renascença falou com o irmão, Omri Shtivi, que ainda tinha esperança e queixava-se da falta de resposta do Governo português.
Mas, exatamente um ano depois dos ataques, a família Shtivi recebeu a notícia da sua morte. "Sinto que o meu coração se partiu, sinto-me desamparado", afirmou o irmão, Omri Shtivi, à agência Reuters.
"É inimaginável que isto tenha acontecido, depois de um ano de luta pelo meu irmão. Não consigo entender o que se está a passar, não consigo compreender que ele não está aqui e que não vou voltar a vê-lo. É muito, muito difícil."
Idan Shtivi era desportista, amante da natureza e fotógrafo amador. Tinha aceitado à última hora o convite de amigos para fotografar workshops de yoga e música que iam desenvolver no recinto do Festival Supernova.
Os bisavós dos irmãos Shtivi tinham vivido em Portugal e, depois de obter a cidadania, por ser descendente de judeus sefarditas, Idan planeava visitar o país em breve. “Ele gosta de viajar, eu tinha estado no norte e no sul de Portugal e falei-lhe de um sítio chamado Peneda-Gerês, perto do Porto, onde fiz um trilho. Disse-lhe que ele tinha de ir lá", contava o irmão à Renascença, em novembro de 2023.
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