Ministro israelita quer acusar Mariana Mortágua e outros ativistas de terrorismo
01 set, 2025 - 09:20 • Olímpia Mairos
A Global Sumud Flotilla, uma frota humanitária com destino a Gaza, integra cerca de 50 barcos com ajuda humanitária e centenas de pessoas a bordo, entre elas, ativistas, políticos, artistas ou outras figuras públicas oriundas de 44 países.
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, quer declarar como terrorista a flotilha que partiu no domingo de Barcelona, onde segue a deputada portuguesa Mariana Mortágua e a ativista sueca Greta Thunberg.
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Ben-Gvir apresentou o seu plano numa reunião, este domingo, que contou com a presença do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, do ministro da Defesa, Israel Katz, do ministro das Relações Exteriores, Gideon Sa'ar, e do ministro de Assuntos Estratégicos, Ron Dermer.
De acordo com o The Jerusalem Post, Ben-Gvir entende que a frota, apesar das suas alegadas intenções humanitárias, constitui uma tentativa de minar a soberania de Israel e de apoiar o Hamas em Gaza.
“O plano proposto estabelece medidas que reforçam a posição inabalável de Israel em proteger as suas fronteiras e garantir a segurança nacional”, justificou o ministro.
O plano contempla a detenção dos ativistas que serão enviados para as prisões israelitas de Ketziot e Damon, normalmente reservadas a terroristas e a outros prisioneiros de segurança.
Os ativistas serão mantidos em detenção prolongada, ao contrário da prática anterior de libertar os detidos após uma breve detenção. Ser-lhe-ão negados privilégios especiais, como televisão, rádio e comida especializada, num esforço para transmitir uma mensagem clara de que o apoio ao terrorismo não será tolerado.
“Não permitiremos que indivíduos que apoiam o terrorismo vivam confortavelmente. Eles enfrentarão todas as consequências das suas ações”, prometeu Ben-Gvir.
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Para impedir quaisquer esforços adicionais que perturbem a segurança de Israel, Ben-Gvir sugeriu ainda que todos os navios participantes na frota sejam confiscados e reutilizados pelas forças de segurança.
Segundo o governante, a apreensão seria totalmente legal, uma vez que o governo acredita que a flotilha não é apenas um ato político, mas também uma tentativa ilegal de contornar o bloqueio.
“Precisamos de criar um mecanismo de dissuasão claro. Qualquer um que optar por colaborar com o Hamas e apoiar o terrorismo encontrará uma resposta firme e inflexível de Israel”, declarou Ben-Gvir, acrescentando que “a Marinha israelita e as forças de segurança estão totalmente preparadas para lidar com quaisquer ameaças à segurança que surjam”.
Cerca de 20 barcos da flotilha solidária que leva ajuda humanitária para Gaza partiram este domingo de Barcelona com 300 ativistas a bordo, entre os quais a deputada portuguesa Mariana Mortágua, o ativista Miguel Duarte, a modelo e atriz portuguesa Sofia Aparício, e a ativista sueca Greta Thunberg.
A Global Sumud Flotilla, uma frota humanitária com destino a Gaza, vai integrar cerca de 50 barcos com ajuda humanitária e centenas de pessoas a bordo, entre elas, ativistas, políticos, artistas ou outras figuras públicas oriundas de 44 países.
A organização prevê que a viagem até Gaza leve perto de duas semanas.
A Global Sumud Flotilha é uma iniciativa de diversas organizações não-governamentais (ONG), entre elas, a Flotilha da Liberdade, a Flotilha Sumud do Magrebe, o comboio Sumud Nusantara e do Movimento Global Para Gaza, bem como de outras organizações internacionais.
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