Macron anuncia força internacional para proteger a Ucrânia quando cessar o conflito
04 set, 2025 - 22:50 • Reuters
Vinte e seis países acordaram fornecer garantias de segurança à Ucrânia após o fim da guerra, prevendo uma força internacional terrestre, aérea e naval, anunciou Emmanuel Macron após cimeira em Paris.
O Presidente francês Emmanuel Macron anunciou que 26 países vão fornecer garantias de segurança à Ucrânia no período pós-guerra, incluindo uma força internacional com presença em terra, no mar e no ar. A medida visa prevenir novas agressões da Rússia e assegurar o compromisso dos aliados com Kiev.
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A decisão foi tomada numa cimeira em Paris que reuniu 35 líderes da chamada “coligação de países voluntários”, maioritariamente europeus. Após o encontro, Macron, Zelensky e outros líderes europeus mantiveram uma chamada com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para discutir o envolvimento norte-americano nas garantias.
“No dia em que o conflito terminar, as garantias de segurança serão ativadas,” declarou Macron no Palácio do Eliseu, ao lado de Volodymyr Zelensky.
A lista dos 26 países não foi divulgada, mas Macron indicou que alguns estarão presentes fisicamente na Ucrânia, enquanto outros contribuirão com treino ou fornecimento de equipamento militar a partir do exterior. França e Reino Unido, que copresidem a coligação, mostraram abertura para o envio de tropas após o fim do conflito.
“Vinte e seis países concordaram em fornecer garantias de segurança. Hoje, pela primeira vez em muito tempo, esta é a primeira proposta com conteúdo sério, muito específico,” afirmou Zelensky.
Berlim e outras capitais mostraram-se disponíveis para colaborar, mas condicionaram a sua participação ao grau de envolvimento dos EUA. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, recusou enviar tropas, mas declarou abertura para treinar militares ucranianos e monitorizar um eventual cessar-fogo.
Bulgária manifestou disponibilidade para contribuir com esforços navais no mar Negro, nomeadamente operações de desminagem, e propôs uma aliança regional com a Roménia e a Turquia. “Ficaremos no domínio marítimo,” disse o primeiro-ministro búlgaro Rosen Zhelyazkov.
Trump, segundo fonte oficial da Casa Branca, instou os líderes europeus a deixarem de comprar petróleo russo e a exercerem pressão económica sobre a China pelo alegado apoio financeiro à Rússia. Macron confirmou que a coligação e os EUA concordaram em reforçar a coordenação de sanções futuras, particularmente nos sectores energético e comercial.
O enviado especial norte-americano, Steve Witkoff, esteve reunido com diplomatas franceses, britânicos, alemães, italianos e ucranianos antes da cimeira e participou brevemente na sessão inaugural.
Putin, por seu lado, afirmou estar disponível para negociar com a Ucrânia “se prevalecer o bom senso”, mas advertiu que não exclui a via militar para terminar o conflito. Rejeitou também qualquer cenário que envolva tropas da NATO na Ucrânia.
O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, reagiu: “Porque haveríamos de nos importar com o que a Rússia pensa sobre tropas na Ucrânia? É um país soberano. A Rússia não tem nada a ver com isso.”
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