Ouvir
  • Noticiário das 15h
  • 17 jul, 2026
A+ / A-

Macron anuncia força internacional para proteger a Ucrânia quando cessar o conflito

04 set, 2025 - 22:50 • Reuters

Vinte e seis países acordaram fornecer garantias de segurança à Ucrânia após o fim da guerra, prevendo uma força internacional terrestre, aérea e naval, anunciou Emmanuel Macron após cimeira em Paris.

A+ / A-

O Presidente francês Emmanuel Macron anunciou que 26 países vão fornecer garantias de segurança à Ucrânia no período pós-guerra, incluindo uma força internacional com presença em terra, no mar e no ar. A medida visa prevenir novas agressões da Rússia e assegurar o compromisso dos aliados com Kiev.

Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui.

A decisão foi tomada numa cimeira em Paris que reuniu 35 líderes da chamada “coligação de países voluntários”, maioritariamente europeus. Após o encontro, Macron, Zelensky e outros líderes europeus mantiveram uma chamada com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para discutir o envolvimento norte-americano nas garantias.

“No dia em que o conflito terminar, as garantias de segurança serão ativadas,” declarou Macron no Palácio do Eliseu, ao lado de Volodymyr Zelensky.

A lista dos 26 países não foi divulgada, mas Macron indicou que alguns estarão presentes fisicamente na Ucrânia, enquanto outros contribuirão com treino ou fornecimento de equipamento militar a partir do exterior. França e Reino Unido, que copresidem a coligação, mostraram abertura para o envio de tropas após o fim do conflito.

“Vinte e seis países concordaram em fornecer garantias de segurança. Hoje, pela primeira vez em muito tempo, esta é a primeira proposta com conteúdo sério, muito específico,” afirmou Zelensky.

Berlim e outras capitais mostraram-se disponíveis para colaborar, mas condicionaram a sua participação ao grau de envolvimento dos EUA. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, recusou enviar tropas, mas declarou abertura para treinar militares ucranianos e monitorizar um eventual cessar-fogo.

Bulgária manifestou disponibilidade para contribuir com esforços navais no mar Negro, nomeadamente operações de desminagem, e propôs uma aliança regional com a Roménia e a Turquia. “Ficaremos no domínio marítimo,” disse o primeiro-ministro búlgaro Rosen Zhelyazkov.

Trump, segundo fonte oficial da Casa Branca, instou os líderes europeus a deixarem de comprar petróleo russo e a exercerem pressão económica sobre a China pelo alegado apoio financeiro à Rússia. Macron confirmou que a coligação e os EUA concordaram em reforçar a coordenação de sanções futuras, particularmente nos sectores energético e comercial.

O enviado especial norte-americano, Steve Witkoff, esteve reunido com diplomatas franceses, britânicos, alemães, italianos e ucranianos antes da cimeira e participou brevemente na sessão inaugural.

Putin, por seu lado, afirmou estar disponível para negociar com a Ucrânia “se prevalecer o bom senso”, mas advertiu que não exclui a via militar para terminar o conflito. Rejeitou também qualquer cenário que envolva tropas da NATO na Ucrânia.

O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, reagiu: “Porque haveríamos de nos importar com o que a Rússia pensa sobre tropas na Ucrânia? É um país soberano. A Rússia não tem nada a ver com isso.”

Ouvir
  • Noticiário das 15h
  • 17 jul, 2026
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Vídeos em destaque