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Médio Oriente

Israel promete “furacão” de ataques em Gaza para forçar Hamas a aceitar rendição

08 set, 2025 - 16:53 • Reuters

“Este é o aviso final aos assassinos e violadores do Hamas", escreveu o ministro da Defesa. "Libertem os reféns e deponham as armas – ou Gaza será destruída e vocês serão aniquilados.”

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Israel anunciou esta segunda-feira que vai intensificar os ataques aéreos sobre Gaza, que serão transformados num “poderoso furacão”, mensagem que serve também como último aviso ao Hamas de que o enclave será destruído caso os militantes não aceitem libertar todos os reféns e render-se.

Moradores relataram que as forças israelitas bombardearam a Cidade de Gaza e detonaram veículos blindados desativados nas ruas. O Hamas disse estar a analisar a mais recente proposta de cessar-fogo dos Estados Unidos, apresentada no domingo com o aviso do Presidente Donald Trump de que se trata da “última oportunidade”.

“Um poderoso furacão atingirá hoje os céus da Cidade de Gaza, e os telhados das torres do terror irão tremer”, escreveu o ministro da Defesa, Israel Katz, na rede X.

“Este é o aviso final aos assassinos e violadores do Hamas, em Gaza e nos hotéis de luxo no estrangeiro: libertem os reféns e deponham as armas – ou Gaza será destruída e vocês serão aniquilados.”

A publicação surgiu antes da notícia de um ataque a tiro numa paragem de autocarro em Jerusalém, que fez seis mortos, incluindo um cidadão espanhol. O Hamas elogiou os autores do ataque.

Bombardeamento em Gaza

As Forças de Defesa de Israel (IDF) atacaram um edifício de 12 andares no centro da Cidade de Gaza, onde estavam alojadas dezenas de famílias deslocadas, três horas depois de ordenar a evacuação do imóvel e de centenas de tendas nas imediações.

Num comunicado, os militares israelitas disseram que combatentes do Hamas tinham “plantado dispositivos explosivos e meios de recolha de informação” perto do edifício, “utilizando-o ao longo da guerra para planear e executar ataques contra as forças israelitas”.

Segundo um alto responsável israelita, a proposta norte-americana prevê que o Hamas entregue os 48 reféns ainda vivos ou mortos logo no primeiro dia de cessar-fogo, durante o qual seriam iniciadas negociações para terminar a guerra.

O Hamas afirmou, em resposta, estar disposto a libertar todos os reféns, mas apenas “com uma declaração clara de fim da guerra” e a retirada das tropas israelitas.

Grande ofensiva começou em agosto

Israel lançou no mês passado uma grande ofensiva sobre a Cidade de Gaza, para onde regressaram centenas de milhares de residentes, mesmo depois de os primeiros meses da guerra terem deixado a cidade em ruínas.

Moradores disseram que as forças israelitas bombardearam vários bairros e detonaram veículos blindados desativados carregados de explosivos, destruindo quarteirões inteiros em Sheikh Radwan, Zeitoun e Tuffah.

Entre os pelo menos 25 palestinianos mortos esta segunda-feira estava o jornalista Osama Balousha. Outros 15 palestinianos morreram em ataques aéreos e tiroteios noutras zonas, elevando o balanço diário para pelo menos 40 mortos.

Quase 250 jornalistas já foram mortos em Gaza desde o início da guerra, segundo autoridades palestinianas — tornando este o conflito mais mortífero para profissionais da comunicação social de que há memória. Todos os jornalistas mortos eram palestinianos, já que Israel continua a proibir a entrada de repórteres estrangeiros. As autoridades palestinianas acusam Israel de ter atingido jornalistas de forma deliberada, algo que Telavive nega.

No domingo, Trump sugeriu que um acordo para a libertação de todos os reféns poderia estar iminente. Um responsável israelita disse que o governo estava a “considerar seriamente” a proposta, mas não deu mais detalhes.

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