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Protestos

Aeroporto internacional de Katmandu encerrado devido a protestos no Nepal

09 set, 2025 - 10:51 • João Cunha

O Aeroporto de Tribhuvan foi totalmente encerrado devido à baixa visibilidade provocada pelo fumo dos incêndios provocados por milhares manifestantes nas áreas próximas. Voos domésticos e internacionais permanecem suspensos até novo aviso. O Exército nepalês foi destacado para garantir a segurança no aeroporto.

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O Nepal está a ferro e fogo. A decisão das autoridades de bloquear a maioria das plataformas de redes sociais levou milhares de pessoas a protestarem e a entrarem em confrontos com as autoridades.

A justificação dada pelo governo nepalês para o bloqueio é que as empresas a que pertencem não se registaram e não se submeteram à supervisão governamental. Explica o governo que cerca de duas dezenas de plataformas de redes sociais, amplamente utilizadas no Nepal, receberam repetidamente notificações para registar as suas empresas oficialmente no país e as que não o fizeram fram bloqueadas na semana passada.

Para tentar travar os protestos, as autoridades do Nepal decretaram o recolher obrigatório em Katmandu, sobretudo depois de ataques contra as residências de alguns dos principais líderes políticos do pais. Entre eles, Sher Bahadur Deuba, líder do maior partido, a habitação do líder do Congresso e as habitações do Presidente Ram Chandra Poudel e do ministro do Interior, Ramesh Lekhak.

Antes, os manifestantes - que se reuniram aos milhares em Katmandu - já tinham atacado o edifício do Parlamento, depois das redes sociais terem sido bloqueadas pelo Governo..

Segundo os manifestantes a repressão da polícia fez 19 mortos sendo que a maior parte das vítimas foram atingidas pelos disparos das armas de fogo dos agentes.


União Europeia pede investigação independente

A União Europeia pediu esta terça-feira a uma investigação independente às mortes de 19 manifestantes.

"A UE lamenta profundamente as mortes e a violência das manifestações em curso no Nepal", segundo o comunicado do Serviço de Ação Externa, salientando que "as mortes devem ser objeto de uma investigação independente". E apela ainda "à contenção e às autoridades para que tomem todas as medidas necessárias para proteger vidas".

Na sequência da repressão policial, o ministro da Administração Interna, Ramesh Lekhak, demitiu-se na segunda-feira à noite. Já hoje, o presidente nepalês aceitou a demissão do primeiro-ministro.

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