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“Bombardeamento unilateral": Trump nega envolvimento no ataque de Israel ao Hamas no Qatar

09 set, 2025 - 22:43 • Ricardo Vieira, com Reuters

Presidente norte-americano adianta que tentou avisar o governo do Qatar, mas já era "tarde demais".

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O Presidente norte-americano, Donald Trump, nega qualquer influência na decisão de Israel de atacar instalações do Hamas no Qatar.

Donald Trump esclareceu esta terça-feira que a decisão foi do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e que os Estados Unidos foram avisados pouco antes.

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“Bombardeamento unilateral no interior do Qatar, uma nação soberana e um aliado próximo dos Estados Unidos, que está a trabalhar arduamente e corajosamente a correr riscos connosco para alcançar a paz, não promove os objetivos de Israel ou dos Estados Unidos”, escreveu o Presidente norte-americano, nas redes sociais.

Trump adianta que tentou avisar o governo do Qatar, mas já era "tarde demais".

Trump ressalva que, no entanto, “eliminar o Hamas, que lucra com a miséria dos que vivem em Gaza, é um objetivo digno”.

Casa Branca avisada "pouco antes" do ataque

O ataque de Israel contra instalações do Hamas em Doha, no Qatar, provocou a morte a pelo menos cinco membros do grupo palestiniano e a um agente dos serviços de segurança qataris.

Na mesma publicação, o Presidente norte-americano disse que já falou com o Emir do Qatar, para lhe garantir que uma ação deste género não voltará a acontecer no seu país.

Trump deu ordens ao secretário de Estado, Marco Rubio, para finalizar um acordo de cooperação de defesa com o governo do Qatar.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que a Administração norte-americana foi avisada "pouco antes" do ataque acontecer.

Karoline Leavitt acrescentou que a informação partiu das forças armadas dos EUA. Questionada sobre se teria sido Israel a notificar os militares norte-americanos, recusou responder.

“Ao bombardear unilateralmente dentro do Qatar – uma nação soberana e aliada próxima dos Estados Unidos, que tem trabalhado arduamente e assumido riscos corajosos connosco para mediar a paz – Israel não está a promover nem os seus próprios interesses nem os dos EUA”, declarou.

Apesar das críticas, Leavitt reforçou que o objetivo de eliminar o Hamas continua a ser legítimo: “Eliminar o Hamas, que tem lucrado com o sofrimento dos que vivem em Gaza, é um objetivo justo.”

UE solidária com o Qatar apela à contenção em Gaza

Entretanto, a União Europeia já condenou o ataque de Israel, que considera uma “quebra do Direito internacional”.

“Expressamos total solidariedade com as autoridades e o povo do Qatar, um parceiro estratégico da UE”, afirmou um porta-voz da chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, numa publicação na rede social X.

A mesma fonte sublinhou ainda a importância de evitar uma escalada do conflito: “Qualquer escalada da guerra em Gaza deve ser evitada – não é do interesse de ninguém. Continuaremos a apoiar todos os esforços com vista a um cessar-fogo em Gaza”.

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