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Em decisão dramática, Israel decide eliminar liderança do Hamas no Qatar

09 set, 2025 - 17:27 • Henry Galsky, correspondente na Renascença no Médio Oriente

Governo de Israel diz que a decisão ocorreu diante de uma “oportunidade operacional”, depois do ataque terrorista de segunda-feira, em Jerusalém, que matou seis israelitas.

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Numa das decisões mais imprevisíveis da guerra atual, a Força Aérea de Israel atacou na tarde desta terça-feira a sede do Hamas em Doha, no Qatar.

“A ação de hoje contra os principais líderes terroristas do Hamas foi uma operação israelita totalmente independente. Israel a iniciou, Israel conduziu e Israel assume total responsabilidade”, disse o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, em comunicado.

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Netanyahu e o ministro dos Negócios Estrangeiros Israel Katz disseram, no comunicado conjunto, que a decisão ocorreu diante de uma “oportunidade operacional”. Segundo a mesma nota, a ideia de eliminar a cadeia de comando do Hamas no Qatar foi colocada em prática após o ataque terrorista de segunda-feira, em Jerusalém, que matou seis pessoas.

Alguns dos principais líderes do grupo terrorista vivem no Qatar. A imprensa saudita fala em dez feridos e até na possibilidade de Khalil Al-Hayya, um dos nomes mais destacados do Hamas, ter morrido no ataque.

Israel assumiu a autoria do ataque através de um comunicado: “As Forças de Defesa de Israel (IDF) e o Shin Bet [o serviço de segurança interna], por meio da Força Aérea, realizaram recentemente um ataque direcionado à alta liderança da organização terrorista Hamas".

De acordo com as forças de segurança, "os membros da liderança do Hamas atacados lideraram as atividades da organização terrorista durante anos e são diretamente responsáveis pela execução do massacre de 7 de outubro de 2023 e pela guerra contra o Estado de Israel".

Antes do ataque, foram "tomadas medidas para minimizar os danos a pessoas não envolvidas, incluindo o uso de armas de precisão e informações adicionais de inteligência".

As IDF e o Shin Bet "continuarão a agir com determinação para derrotar a organização terrorista Hamas responsável pelo massacre de 7 de outubro”, sublinham.

O ataque foi comunicado ao Presidente norte-americano, Donald Trump, de forma antecipada. No entanto, segundo apurou a Renascença, esta comunicação pode ter acontecido apenas momentos antes da ação ser realizada.

Apesar da primeira informação de que os membros do Hamas teriam sobrevivido, a Renascença apurou que a avaliação é que pelo menos alguns militantes palestinianos terão morrido.

Segundo a estação de televisão Al-Arabiya, as negociações envolvendo mediadores do Qatar estão suspensas até novo aviso. O Qatar é um dos países mediadores das negociações indiretas entre Hamas e Israel.

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