ONU aprova solução de dois Estados, Israel fala em "circo"
12 set, 2025 - 18:42 • Reuters
Declaração defende e define "passos tangíveis, limitados no tempo e irreversíveis" para a criação de um Estado da Palestina, ao lado de Israel.
A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou esta sexta-feira, por larga maioria, uma declaração a defender uma solução de dois estados entre Israel e a Palestina.
O documento defende e define "passos tangíveis, limitados no tempo e irreversíveis" para a criação de um Estado da Palestina, ao lado de Israel.
A resolução a apoiar a declaração recebeu 142 votos a favor e 10 contra. 12 países abstiveram-se.
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Também condena o ataque do grupo terrorista palestiniano Hamas contra Israel, de 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra na Faixa de Gaza.
O texto condena os ataques israelitas contra civis e infraestruturas civis em Gaza, bem como o cerco e a fome, “que resultaram numa catástrofe humanitária devastadora e numa grave crise de proteção.”
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O documento de sete páginas é o resultado de uma conferência internacional realizada na sede da ONU, em Nova Iorque, em julho deste ano, sobre o conflito.
A reunião foi organizada pela França e pela Arábia Saudita e foi boicotada por Estados Unidos e Israel.
“Assembleia Geral é um circo”
Israel rejeitou esta sexta-feira a votação esmagadora da Assembleia Geral das Nações Unidas que aprovou uma declaração com passos rumo a uma solução de dois Estados entre Israel e os palestinianos.
“Mais uma vez ficou provado o quão a Assembleia Geral é um circo político desligado da realidade: nas dezenas de cláusulas da declaração aprovada por esta resolução, não há uma única menção de que o Hamas é uma organização terrorista,” afirmou Oren Marmorstein, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel, numa publicação na plataforma X.
Os Estados Unidos descreveram a votação como “mais uma manobra publicitária mal orientada e extemporânea” que compromete os esforços diplomáticos sérios para pôr fim ao conflito.
“Não se iludam: esta resolução é um presente para o Hamas,” afirmou a diplomata norte-americana Morgan Ortagus perante a Assembleia Geral. “Longe de promover a paz, esta conferência já prolongou a guerra, encorajou o Hamas e prejudicou as perspetivas de paz tanto a curto como a longo prazo.”
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