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Diplomacia

Bruxelas apresenta em breve proposta para suspender acordo com Israel

15 set, 2025 - 16:57 • Lusa

No discurso sobre o Estado da União, Ursula von der Leyen defendeu que a fome provocada por Israel em Gaza "não pode ser uma arma de guerra" e "tem de acabar"

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A Comissão Europeia vai apresentar em breve uma proposta para suspender parcialmente o acordo de associação com Israel no que diz respeito a questões comerciais devido à ofensiva israelita em Gaza, foi anunciado esta segunda-feira.

"Não me posso comprometer com uma data, mas será em breve", disse a porta-voz do executivo comunitário, Paula Pinho, na conferência de imprensa diária da instituição, em Bruxelas.

Fontes europeias ouvidas pela Lusa admitem que tal proposta possa surgir já esta semana para ser discutida na reunião do colégio de comissários da Comissão Europeia, na quarta-feira, após a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ter anunciado na semana passada que iria propor a suspensão parcial do Acordo de Associação da UE com Israel no que diz respeito a questões comerciais.

No discurso sobre o Estado da União, na sessão plenária na cidade francesa de Estrasburgo, Ursula von der Leyen defendeu que a fome provocada por Israel em Gaza "não pode ser uma arma de guerra" e "tem de acabar", divulgando medidas para aumentar a pressão sobre Telavive.

Depois de ter sido bastante criticada pelo silêncio sobre Gaza e por ser próxima de Israel, a responsável alemã anunciou a suspensão parcial do Acordo de Associação da UE com Telavive no que diz respeito a questões comerciais, a introdução de sanções contra os ministros extremistas e os colonos violentos, a suspensão do apoio bilateral e a interrupção dos pagamentos sem afetar o trabalho com a sociedade civil.

Pendente no Conselho da UE, por falta de consenso entre os Estados-membros, está a proposta da Comissão Europeia para suspender partes do financiamento a Israel no âmbito do projeto Horizonte Europa.

A posição surge quando se assinalam quase dois anos de guerra na Faixa de Gaza, na qual já morreram mais de 64 mil pessoas e mais de 160 mil ficaram feridas, sobretudo devido aos ataques israelitas, indicam números do Governo de Gaza, controlado pelo movimento islamita palestiniano Hamas, considerados fiáveis pela ONU.

A guerra em curso na Faixa de Gaza foi desencadeada por um ataque liderado pelo Hamas em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, no qual foram mortas 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.

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