19 set, 2025 - 20:47 • Miguel Marques Ribeiro
Ainda só tem alguns dias de existência, mas já põe em prática velhas táticas típicas de políticos experimentados.
Diella é um bot criado na Albânia para ser ministra no novo governo liderado pelo primeiro-ministro, Edi Rama.
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Nomeada na semana passada para assumir a pasta da gestão dos concursos públicos, a governante virtual foi esta quinta-feira apresentada ao país, num discurso transmitido por vídeo no Parlamento.
Vestida com as roupas tradicionais albanesas, Diella garantiu que vai colocar “o poder ao serviço de todos” e que não estará no novo executivo para "substituir pessoas, mas para as ajudar”.
Promessas que não seduziram os deputados da oposição, que acusam a decisão do novo chefe de Governo de ser inconstitucional. Argumentam que Diella é um robot (não um ser humano) e que não tem nacionalidade albanesa.
Perante os deputados do Kuvendi, o parlamento da Albânia, o primeiro-ministro Edi Rama justificou-se com a necessidade de acabar com a corrupção e o compadrio: “A introdução da inteligência artificial ao serviço da boa governação será uma prioridade inabalável”.
A imagem da Albânia ficou manchada nos últimos anos por escândalos de corrupção. Os analistas políticos dizem que o país é um polo de gangues que procuram branquear dinheiro proveniente do tráfico de droga e de armas.
Estes casos têm complicando os esforços do país para aderir à UE até 2030. Uma prioridade absoluta do país, diz o primeiro-ministro: “A Albânia europeia é a bússola que orienta cada página do nosso programa e o metrónomo que define o ritmo de cada reforma que empreendemos”.
Resta saber se a inteligência artificial é o método correto para atingir essa meta.