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Afeganistão

Talibãs no Afeganistão proíbem livros escritos por mulheres nas universidades

19 set, 2025 - 20:36 • Diogo Camilo

Medida do governo afegão entrou em vigor no final de agosto e inclui livros técnicos ou com mais autores homens, abrangindo um total de 140 livros entre os 680 que foram considerados "preocupantes".

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Há quatro anos no poder no Afegasnistão, os talibãs continuam a restringir os direitos das mulheres e desta vez decidiram proibir de vez os livros escritos por mulheres nas universidades afegãs, onde já só estudam homens.

A proibição, que entrou em vigor no final de agosto, inclui livros técnicos ou com mais autores homens, abrangindo um total de 140 livros entre os 680 que foram considerados "preocupantes" devido a políticas "anti-Sharia e anti-Talibã".

Além destas restrições, as universidades afegãs viram ainda desaparecerem 18 cadeiras que abordam temas como os direitos humanos ou o assédio sexual, com talibãs a considerarem que estão "em conflito com a política do sistema". Seis das 18 têm conteúdos especificamente sobre mulheres, como Género e Desenvolvimento, O Papel das Mulheres na Comunicação e Sociologia das Mulheres.

Também esta semana foi probida a internet de fibra ótica em pelo menos 10 províncias afegãs com o objetivo de "evitar a imoralidade", num país onde as mulheres estão impedidas de ir à escola a partir do 6.º ano.

À BBC, o governo talibã confirmou que "todos os livros escritos por mulheres não podem ser ensinados". Entre os livros proibidos estão os de Zakia Adelia, antiga ministra adjunta da Justiça. Além de livros escritos por mulheres, a probição inclui ainda autores ou editoras do Irão - entre os títulos estão 310 da autoria de escritores iranianos.

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