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"Não temos medo". Maduro responde a Trump

21 set, 2025 - 09:17 • Lusa

"Chega de ameaças! Viva a liberdade do povo venezuelano", defende presidente da Venezuela.

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O Presidente da Venezuela defendeu a liberdade e a soberania do país, face às ameaças do homólogo norte-americano, Donald Trump, de quem Nicolás Maduro afirmou não ter medo.

"O povo venezuelano diz ao império: Chega de ameaças! Viva a liberdade do povo venezuelano, viva a pátria livre e soberana!", referiu Maduro, no sábado.

Os Estados Unidos "têm medo de nós porque não temos medo", acrescentou o Presidente venezuelano, citado pela emissora estatal VTV.

Maduro gabou-se de que as ameaças dos Estados Unidos, longe de incutir medo no povo venezuelano, apenas resultaram numa pátria "mais unida do que nunca".

"Estamos mais unidos do que nunca para garantir a soberania, a paz e o direito à vida e ao trabalho do povo da Venezuela", insistiu.

O Presidente elogiou a natureza "guerreira, rebelde e livre" dos venezuelanos e garantiu que estão "ansiosos e preparados" para enfrentar qualquer dificuldade.

"Se nos ameaçarem, ficamos ainda mais efervescentes", concluiu Maduro, lançando também um apelo aos parceiros na América Latina e nas Caraíbas.

"O povo bolivariano está de pé, independente, livre e soberano, e o império brutal não foi capaz de o pôr de joelhos, nem o fará", disse o chefe de Estado, numa referência a Simón Bolívar (1783--1830), considerado o pai da independência da Colômbia, Venezuela, Equador, Peru, Panamá e Bolívia.

No sábado, o exército venezuelano foi enviado para ensinar várias comunidades como manusear armas, no âmbito de um plano de treino face às tensões com os Estados Unidos.

Horas antes, o Presidente norte-americano ameaçou a Venezuela com consequências "incalculáveis" se o Governo de Caracas não aceitar os "prisioneiros e internados dos hospitais psiquiátricos", que foram "empurrados" para os EUA.

"Queremos que a Venezuela aceite imediatamente todos os prisioneiros e internados de hospitais psiquiátricos (...) que os dirigentes venezuelanos empurraram à força para os Estados Unidos", escreveu Donald Trump.

"Façam-nos sair do nosso país imediatamente, senão o preço que vocês pagarão será incalculável", acrescentou.

Trump aumentou recentemente a pressão diplomática e militar sobre a Venezuela, ao destacar, oficialmente para uma operação antidroga, vários navios de guerra nas Caraíbas e 10 aviões de combate F-35 em Porto Rico, território associado aos EUA.

Washington acusa Maduro de liderar uma vasta organização de tráfico de droga para os Estados Unidos, e anunciou ter recentemente destruído vários barcos de "narcoterroristas".

O partido da oposição venezuelana Vontade Popular, liderado por Leopoldo López, manifestou apoio ao destacamento militar dos Estados Unidos.

Num comunicado publicado na rede social X, o partido reiterou a necessidade de "redobrar a pressão política, económica e diplomática para acelerar a transição para um país livre, com instituições legítimas e respeito pelos direitos humanos".

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