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Nações Unidas

Sem falar nos EUA, Lula diz que agressão contra a independência do poder judicial "é inaceitável"

23 set, 2025 - 17:05 • Ana Kotowicz

“Os ataques à soberania, as sanções arbitrárias e as intervenções unilaterais estão a tornar-se regra”, disse o Presidente do Brasil na ONU.

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"A agressão contra a independência do poder judiciário é inaceitável." Foi na Assembleia-Geral das Nações Unidas que o Presidente do Brasil apontou o dedo aos "ataques unilaterais" que são feitos à justiça brasileira e que são feitos a partir de fora. Sem nunca dizer o nome do Presidente Donald Trump, ou mencionar os Estados Unidos, Lula da Silva frisou que não há justificação para o que tem acontecido.

Como resposta ao julgamento de Jair Bolsonaro, que respondeu na justiça brasileira por tentativa de golpe de Estado e foi condenado por um coletivo de juízes, os Estados Unidos impuseram tarifas ao Brasil, avançaram com restrições de vistos e sanções financeiras a alguns dos protagonistas do julgamento.

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Alexandre de Moraes, juiz do Supremo Tribunal Federal, foi um dos visados, assim como a sua mulher.

“Os ataques à soberania, as sanções arbitrárias e as intervenções unilaterais estão a tornar-se regra”, disse Lula da Silva. “Não há justificação para medidas unilaterais e arbitrárias contra as nossas instituições e a nossa economia.”

Falando sobre o julgamento de Jair Bolsonaro, Lula afirmou que o antigo Presidente do Brasil "teve pleno direito de defesa”. Além disso, a posição assumida pelo Brasil perante pressões externas foi exemplar.

“Aos olhos do mundo, o Brasil enviou uma mensagem a todos os aspirantes a autocratas e aos seus apoiantes: a nossa democracia e a nossa soberania não são negociáveis”, concluiu o chefe de Estado brasileiro.

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