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Serviços Secretos desmantelam "operação tecnológica secreta" perto da ONU

23 set, 2025 - 13:56 • Ana Kotowicz

Rede de dispositivos eletrónicos estavam espalhados pela área metropolitana de Nova Iorque. Descoberta foi feita a poucas horas da Assembleia-Geral da ONU.

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Foi perto da sede da ONU, onde decorre a Assembleia-Geral das Nações Unidas, que os Serviços Secretos norte-americanos desmantelaram aquilo a que chamaram uma "operação tecnológica secreta" que teria como objetivo interferir com as telecomunicações móveis na zona de Nova Iorque, incluindo as de membros da Administração Trump. O anúncio foi feito esta terça-feira pelos Serviços Secretos em comunicado.

"Os Serviços Secretos dos Estados Unidos anunciam ter desmantelado uma rede de dispositivos eletrónicos espalhados pela área metropolitana de Nova Iorque, que eram utilizados para conduzir múltiplas ameaças relacionadas com telecomunicações dirigidas a altos responsáveis do governo norte-americano, representando uma ameaça iminente às operações de proteção da agência", lê-se na nota oficial.

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A revelação surge numa altura em que vários líderes internacionais estão nos Estados Unidos, onde se preparam para participar na Assembleia-Geral das Nações Unidas, que decorre naquela cidade, e que arrancou às 14h00 desta terça-feira (hora de Lisboa)

“O potencial de disrupção que esta rede representava para as telecomunicações do nosso país não pode ser subestimado”, afirmou o diretor do Serviço Secreto, Sean Curran.

“A nossa missão de proteção é, acima de tudo, preventiva, e esta investigação demonstra a quem possa ter más intenções que ameaças iminentes contra os nossos protegidos serão investigadas, rastreadas e desmanteladas de imediato”, acrescentou.

Um responsável explicou que a rede tinha capacidade para enviar até 30 milhões de mensagens de texto por minuto sem identificar o remetente — uma escala considerada sem precedentes.

Embora não exista, até ao momento, prova direta de que o sistema estivesse ligado a uma ameaça específica contra o evento da ONU, fontes do Serviço Secreto, que falaram sob anonimato devido à investigação em curso, confirmaram que a rede foi neutralizada.

Segundo os Serviços Secretos, a investigação levou à descoberta de mais de 300 servidores de cartões SIM e 100 mil cartões SIM em vários locais.

Além de possibilitarem ameaças telefónicas anónimas, estes dispositivos poderiam ser usados para uma ampla gama de ataques às telecomunicações — incluindo bloqueio de torres de telemóvel, ataques de negação de serviço (DDoS) e comunicações encriptadas entre potenciais atores hostis e redes criminosas, explicam as autoridades.

“O potencial de disrupção que esta rede representava para as telecomunicações do nosso país não pode ser subestimado”, declarou o diretor do Serviços Secretos, Sean Curran. “A nossa missão de proteção é focada na prevenção, e esta investigação demonstra que ameaças iminentes contra aqueles que protegemos serão de imediato investigadas, rastreadas e desmanteladas.”

Outro detalhe avançado na nota oficial é que os diferentes dispositivos estavam concentrados num raio de cerca de 50 quilómetros em redor do edifício onde decorre a Assembleia-Geral das Nações Unidas. "Face ao momento, à localização e ao risco de disrupção significativa, a agência avançou rapidamente para neutralizar a rede."

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