Fecho da central nuclear de Almaraz arranca dentro de dois anos
24 set, 2025 - 22:56 • Alexandre Abrantes Neves , Fábio Monteiro
O primeiro reator da central nuclear de Almaraz será desligado em novembro de 2027. A Iberdrola confirmou esta quarta-feira que não pretende prolongar a vida útil da infraestrutura.
A central nuclear de Almaraz, situada na Extremadura espanhola e próxima da fronteira com Portugal, começará a ser desativada em 2027.
A empresa Iberdrola, que detém a maioria do capital da central, anunciou que não pretende prolongar a operação do segundo reator, marcando assim o encerramento faseado da infraestrutura: o primeiro reator será desligado em novembro de 2027 e o segundo em outubro de 2028.
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“A decisão é totalmente positiva”, afirmou à Renascença o ativista espanhol Chema Gonzalez, que há anos exige o fecho da central.
Para o ambientalista, trata-se de um desfecho previsível, tendo em conta a falta de segurança, a “falta de transparência” e o “obscurantismo” que, diz, sempre marcaram o funcionamento da central.
Segundo o ativista, as empresas proprietárias da infraestrutura sabiam há muito que a central tinha “uma data de validade” e que prolongar a sua vida útil por mais dois ou três anos implicaria “investimentos avultados”, razão pela qual consideraram mais vantajoso cessar a atividade.
Entre as preocupações associadas ao fecho da central está o impacto no emprego. Gonzalez lembra que o processo de desmantelamento irá prolongar-se por cerca de 15 anos, mantendo em atividade entre 500 a 600 trabalhadores nesse período.
“O problema está nas empresas subcontratadas”, referiu, explicando que a Iberdrola já procedeu, nos últimos anos, a uma reestruturação interna, reduzindo o número de funcionários efetivos e substituindo parte da força de trabalho por contratos externos.
Parte dos trabalhadores da central deverá ser relocalizada para a central de Trillo, também controlada pela Iberdrola.
- Noticiário das 11h
- 17 jun, 2026








