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Microsoft bloqueia acesso de Israel a tecnologia usada em vigilância de palestinianos

25 set, 2025 - 20:14 • Redação

Microsoft encerrou o acesso da unidade de espionagem israelita a serviços de cloud e inteligência artificial. Decisão surge após investigação jornalística.

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A Microsoft decidiu bloquear o acesso da Unidade 8200, agência de espionagem militar de Israel, a parte da sua infraestrutura tecnológica, incluindo serviços de armazenamento cloud e inteligência artificial, devido ao uso indevido desses serviços numa operação de vigilância massiva sobre a população palestiniana.

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A decisão foi comunicada às autoridades israelitas no final da semana passada, após uma investigação do jornal “Guardian” que revelou a existência de um sistema de vigilância desenvolvido pela Unidade 8200 com base na plataforma Azure, da Microsoft, capaz de recolher e analisar milhões de chamadas telefónicas feitas diariamente na Faixa de Gaza e na Cisjordânia.

“Não fornecemos tecnologia para facilitar a vigilância em massa de civis. Aplicamos este princípio em todos os países do mundo”, disse Brad Smith, vice-presidente da Microsoft, numa comunicação interna aos funcionários.

O sistema, cuja construção teve início após um encontro entre o CEO da Microsoft, Satya Nadella, e o então comandante da Unidade 8200, Yossi Sariel, em 2021, utilizava a capacidade de armazenamento e processamento da Azure para gerir até 8 mil terabytes de comunicações intercetadas.

A escala da operação era tal que, segundo fontes internas da unidade, o lema oficioso passou a ser “um milhão de chamadas por hora”.

Parte dos dados recolhidos pela operação foram armazenados num centro de dados da Microsoft nos Países Baixos, mas foram transferidos discretamente para fora da União Europeia após a divulgação das denúncias.

O corte nos serviços representa a primeira vez que uma grande empresa tecnológica norte-americana rescinde um contrato com as forças armadas israelitas desde o início da guerra em Gaza.

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