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Presidente da Palestina promete trabalhar com Trump, Macron e ONU num plano de paz para Gaza
25 set, 2025 - 16:29 • Reuters
Mahmoud Abbas garantiu que o Hamas não vai participar na governação da Faixa de Gaza, discursando por vídeo na reunião anual de líderes mundiais, depois de os Estados Unidos negarem o visto para viajar para Nova Iorque, onde está sediada a ONU.
O presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, prometeu esta quinta-feira, na Assembleia Geral da ONU, trabalhar com o presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, a Arábia Saudita, a França e as Nações Unidas num plano de paz para Gaza, apoiado pela esmagadora maioria dos Estados-membro da ONU.
No início deste mês, a Assembleia Geral da ONU, composta por 193 membros, aprovou de forma esmagadora uma declaração de sete páginas, a Declaração de Nova Iorque, que visa promover uma solução de dois Estados para Israel e os palestinianos, e acabar com a guerra em Gaza entre Israel e os militantes do Hamas.
A declaração surgiu de uma conferência internacional realizada na ONU em julho — organizada pela Arábia Saudita e pela França — sobre o conflito que dura desde o final da década de 1940. Os Estados Unidos e Israel boicotaram o evento, e rejeitaram os esforços internacionais.
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Separadamente, o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, disse na quarta-feira que Trump apresentou um plano de paz de 21 pontos para o Médio Oriente e para a Faixa de Gaza durante uma reunião com líderes de vários países de maioria muçulmana, à margem da Assembleia Geral da ONU desta semana.
Abbas discursou na reunião anual de líderes mundiais na quinta-feira por vídeo, depois de os Estados Unidos negarem o visto para viajar para Nova Iorque, onde está sediada a ONU.
"Apesar de tudo o que nosso povo sofreu, rejeitamos o que o Hamas realizou em 7 de outubro — atos que tiveram como alvo civis israelitas e os tomaram como reféns — porque tais ações não representam o povo palestiano nem a sua justa luta por liberdade e independência", disse Abbas.
"Afirmamos — e continuaremos a afirmar — que Gaza é parte integrante do Estado da Palestina e que estamos prontos para assumir total responsabilidade pela governança e segurança ali. O Hamas não terá nenhum papel na governança e — juntamente com outras fações — deve entregar suas armas à Autoridade Nacional Palestina", afirmou Abbas. "Reiteramos que não queremos um Estado armado."
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Os pontos referidos por Abbas estão incluídos na declaração apoiada pela Assembleia Geral.
"Declaramos a nossa prontidão para trabalhar com o presidente Donald Trump, com a Arábia Saudita, a França, as Nações Unidas e todos os parceiros para implementar o plano de paz" apoiado pela Assembleia Geral, garantiu Mahmoud Abbas.
Um ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023 desencadeou a guerra em Gaza. O Hamas matou 1.200 pessoas, a maioria civis, e cerca de 251 foram feitas reféns, segundo dados israelitas. Mais de 65.000 pessoas, também a maioria civis, foram mortas durante a guerra em Gaza, segundo autoridades de saúde locais.
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