Ouvir
  • Noticiário das 15h
  • 11 jul, 2026
A+ / A-

Moldova

Maia Sandu pede a cidadãos moldavos em Portugal que votem para defender a democracia

27 set, 2025 - 10:27 • André Campos Ferrão, da agência Lusa

"Conheço a diáspora em Portugal e sei que Portugal gosta e se preocupa com a Moldova. Eles [os cidadãos moldavos em Portugal] têm de saber que são necessários", comentou a Presidente da República da Moldova.

A+ / A-

A Presidente da Moldova disse que "precisa da ajuda" da diáspora em Portugal nas eleições parlamentares de domingo, para defender a democracia no país, e agradeceu às autoridades portuguesas o acolhimento da comunidade no país do outro lado da Europa.

"Eles precisam de saber que a Moldova precisa da ajuda deles no domingo", disse Maia Sandu, num apelo que fez em entrevista à Lusa, a partir de Chisinau.

Com 2,4 milhões de habitantes, a Moldova tem enfrentado várias crises desde a invasão russa à vizinha Ucrânia, em 2022, pondo em risco o Governo pró-europeu de Chisinau, que considera a adesão ao bloco europeu como crucial para se libertar da esfera de influência de Moscovo.

Sondagens recentes mostraram que o Partido Ação e Solidariedade (PAS), pró-europeu e atualmente no poder, poderá ter dificuldades em manter a sua maioria e necessitar de uma coligação.

Qualquer que seja a coligação, o resultado parece ser sempre o mesmo: complica a possibilidade de a Moldova entrar na União Europeia até 2030, objetivo definido pela Presidente, Maia Sandu, apesar de um referendo realizado em 2024 ter dado vitória a esse caminho.

Forças da oposição, como o Bloco Patriótico pró-Rússia e a aliança pró-Europa Alternativa têm tentado conquistar os eleitores, muitos dos quais não escondem a insatisfação com os aumentos dos preços, a lentidão das reformas e a corrupção.

Neste cenário, tanto o Governo como a Presidente esperam que a diáspora moldava mantenha o apoio dado já nas presidenciais e consiga fazer a diferença.

"Conheço a diáspora em Portugal e sei que Portugal gosta e se preocupa com a Moldova. Eles [os cidadãos moldavos em Portugal] têm de saber que são necessários", comentou a Presidente da República da Moldova.

Sobre as relações com Portugal, Maia Sandu reconheceu que ao longo dos anos "foi possível construir uma relação" com Lisboa e saber que o país "adora os moldavos" e "em todo o lado também" é uma comunidade apreciada.

"Aprecio muito a excelente relação com Portugal e, claro, no coração disto tudo está a nossa diáspora", defendeu Maia Sandu.

Na Moldova, a maioria dos cidadãos fala a língua romena, mas há uma "grande minoria" que ainda se exprime em russo, e o poder político alterna há décadas entre grupos pró-Rússia e pró-Europa.

Tropas russas estão estacionadas na Transnístria, região que se separou do controlo de Chisinau na sequência de uma breve guerra, no início da década de 1990.

Tanto o Governo como a Presidente esperam que a diáspora moldava mantenha o apoio dado já nas presidenciais e consiga fazer a diferença.

De acordo com dados do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Integração Europeia da Moldova, entre 1,11 e 1,25 milhões de cidadãos moldavos viviam no estrangeiro em 2022. Os números devem ser até superiores, já que só contabilizam 32 países.

Entre os principais destinos dos moldavos, contam-se a Roménia, a Itália, a França e a Alemanha, mas Portugal e Espanha também têm uma grande percentagem daqueles emigrantes.

Os eleitores no estrangeiro não são refletidos nos dados das sondagens, mas geralmente apoiam partidos pró-europeus.

Contactada pela Lusa, a embaixada moldava em Lisboa afirmou que, em Portugal — e de acordo com a referência das últimas eleições presidenciais -- votarão, no domingo, cerca de 6.700 cidadãos, que se irão distribuir por seis assembleias de voto em Lisboa, Cascais, Setúbal, Porto, Faro e Portimão.

Ouvir
  • Noticiário das 15h
  • 11 jul, 2026
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Vídeos em destaque