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Kremlin acusa Moldova de impedir centenas de milhares de votar

29 set, 2025 - 11:02 • Reuters

Questionado sobre se Moscovo reconheceu os resultados, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, observou que algumas forças políticas na Moldova tinham mencionado violações.

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O Kremlin acusou esta segunda-feira as autoridades da Moldávia de impedirem centenas de milhares de moldavos que vivem na Rússia de votar nas eleições de domingo, ao disponibilizarem apenas duas assembleias de voto à grande diáspora.

O partido no poder da Moldávia, pró-União Europeia, obteve uma vitória estrondosa sobre o seu rival de tendência russa nas eleições parlamentares, mostraram os resultados.

Numa chamada telefónica com os jornalistas, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que os moldavos que vivem na Rússia, que tradicionalmente são mais propensos a votar nas forças políticas pró-Rússia no seu país, não puderam votar.

"Centenas de milhares de moldavos foram privados da oportunidade de votar na Federação Russa devido ao facto de apenas duas assembleias de voto lhes estarem abertas", disse Peskov.

Questionado sobre se Moscovo reconhecia os resultados, Peskov observou que algumas forças políticas na Moldávia tinham mencionado violações.

"Em primeiro lugar, os próprios moldavos provavelmente deveriam resolver isto. Tanto quanto sabemos, algumas forças políticas estão a declarar o seu desacordo. Estão a falar sobre possíveis violações eleitorais", disse.

Cerca de 500 mil cidadãos moldavos vivem na Rússia, segundo responsáveis do Governo russo.

A maioria dos grandes países europeus, onde vivem menos moldavos do que na Rússia, tinha mais de duas assembleias de voto disponíveis para os eleitores no domingo.

Pouco mais de 4.000 votos foram registados na Rússia, de acordo com as autoridades moldavas, cerca de dois terços dos quais foram para o principal bloco pró-Rússia. Em contraste, os cidadãos moldavos que vivem na Alemanha registaram mais de 38.000 votos em 36 assembleias de voto diferentes, a maioria em apoio do partido no poder.

[Notícia atualizada às 11h31 de 29 de setembro de 2025 para acrescentar mais citações de Peskov]

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