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EUA recua nos apoios à compra de carros elétricos

30 set, 2025 - 07:00 • Rita Vila Real

O recuo divide opiniões relativamente à chegada deste posicionamento às políticas europeias.

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Os Estados Unidos deixam de dar apoio, a partir desta terça-feira, à aquisição de carros elétricos. A medida foi aprovada na pelo Senado norte-americano em julho, terminando assim com os apoios de cerca de 7500 dólares à compra de veículos elétricos novos e usados, assim como a multas para os utilizadores de carros a combustão que ultrapassem os limites de emissões.

A Associação Zero diz que o "recuo dos incentivos à escala federal" nos Estados Unidos é um reflexo de "uma política do atual presidente que tem passado por sair do Acordo de Paris, e que tem a ver com a promoção da indústria tradicional ligada aos combustíveis fósseis", afirma o presidente da Zero, Francisco Ferreira, em entrevista à Renascença.

"É realmente grave que, quer ao nível dos Estados Unidos quer também da União Europeia, estas questões estejam a ter um recuo tão grande", aponta Ferreira, acrescentando que a Europa está a sofrer "uma contaminação" que pode ser "um risco, acima de tudo, para os consumidores e utilizadores".

A Associação Zero sublinha que o setor automóvel "é o principal responsável pelas emissões de gases com efeito estufa" e, por isso, é necessário fazer "uma transição tão rápida quanto possível para veículos elétricos", uma opção "muitíssimo mais amigo do ambiente, como digo, sempre com algumas salvaguardas, mas pelo menos para o clima não há dúvidas em relação a isso".

"Europa tem o seu caminho"

Em contraponto com a ideia de "contaminação" defendida pela Zero, a Associação Automóvel de Portugal (ACAP) acredita que a direção tomada pela administração americana "não terá influência na Europa".

"A Europa tem o seu caminho, definiu o seu percurso", apesar do "momento difícil para a indústria automóvel", diz presidente da ACAP, Hélder Barata Pedro.

"Ainda recentemente, a senhora presidente da Comissão Europeia reuniu com a indústria automóvel para redefinir aquilo que foram os objetivos fixados em 2018/19. A Comissão Europeia está com todos os dados em cima da mesa", declara.

O presidente da ACAP diz ainda que a indústria automóvel "tem investido muito na eletrificação", um percurso que "a União Europeia, designadamente, ao nível do regulamento de baterias e outro tipo de regulamentação, tem vindo a reforçar no setor da eletrificação e, portanto, é um percurso, um caminho que se está a fazer e que se irá continuar a fazer em termos da indústria automóvel na Europa".

Depois da definição dos parâmetros a atingir para aumentar a circulação de veíiculos elétricos, a indústria automóvel pede à União Europeia para "fazer o seu papel" para "incentivar essa mudança, renovando assim o parque automóvel e, por outro lado, para assegurar uma rede de carregamento em todos os países da União Europeia, porque, se não for assim, não podemos falar de um avanço da eletrificação".

O presidente da ACAP termina salientando que o retorno americano na oferta de incentivos à compra aos carros elétricos vai levar "a um redefinir dos planos para o mercado dos Estados Unidos"
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