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Médio Oriente

Manuel Poêjo Torres. Hamas "estará a optar pela sua destruição" se não aceitar plano de paz de Trump

30 set, 2025 - 15:20 • Jaime Dantas

O especialista em assuntos internacionais descreve o plano como "o momento mais importante desde que o conflito começou, porque é um passo certo na direcção da paz".

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O Hamas "estará a optar pela sua destruição" caso não aceite o plano de Donald Trump para a Faixa de Gaza. Esta é a convicção do comentador Manuel Poêjo Torres, ouvido pela Renascença.

O especialista em assuntos internacionais sublinha que "o plano vai avançar com ou sem a concordância do Hamas", uma vez que o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, "acaba por ter luz verde do Presidente norte-americano para através da força garantir objetivos semelhantes àqueles que foram anunciados".

"Provavelmente, se o Hamas não concordar com estes termos, a guerra vai continuar e, mais tarde ou mais cedo, com mais pressão ou menos pressão do sistema internacional, este grupo terrorista será destruído", aponta.

Poêjo Torres explica que o primeiro passo deste plano "passará pela por garantir a desmilitarização de Gaza, a desmilitarização do Hamas, destruir os centros de produção de armamento e túneis de acesso a diferentes habitações, e por fim, uma necessidade muito grande de dar alívio humanitário a estas pessoas".

O comentador da Renascença considera que o passo dado pelo Presidente dos Estados Unidos é "o momento mais importante desde que este conflito começou, porque é um passo certo na direção da paz" e que conta com grande apoio a nível internacional, nomeadamente do Qatar.

"Não foi por acaso que Donald Trump forçou um pedido de desculpas de Benjamin Netanyahu ao Emir do Qatar. Sem esse pedido de desculpas seria provavelmente impossível que o Qatar, e sem, claro, a mediação de Donald Trump, seria impossível que o Qatar alinhasse com um plano destes da forma como está montado", defende.

O consultor da NATO ressalva ainda que a proposta, não prevê, no curto prazo, uma solução de dois Estados. "A solução de dois Estados é uma finalidade, é o fim último do processo que agora está em marcha. O que neste momento Donald Trump e a Benjamin Netanyahu estão a tentar concretizar é uma solução de cessar fogo com o estabelecimento de paz que possa dar lugar à reconstrução da Faixa de Gaza e a um governo de transição que uma vida digna às pessoas", remata.

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