Meloni pede à flotilha que se dirige para Gaza que suspenda a sua missão
30 set, 2025 - 19:45 • João Malheiro
O ministro da Defesa italiano sublinhou, igualmente, que os navios militares que acompanham a flotilha vão parar de proteger a embarcação quando estiver a menos de 278 quilómetros de Gaza.
A primeira-ministra de Itália pediu esta terça-feira que a flotilha humanitária que se dirige para a Faixa de Gaza interrompa e termine a sua viagem.
Citada pela Reuters, Giorgia Meloni alertou que insistir na missão pode destabilizar um "equilíbrio frágil" e comprometer a proposta de paz avançada por Donald Trump na segunda-feira.
"Muitos gostavam de perturbar esse plano", apontou a chefe do Governo italiano.
"A tentativa da Flotilha entrar na zona marítima bloqueada por Israel pode servir de pretexo para isso. Por esta razão, a flotilha deve parar agora", reiterou.
Itália garantiu que emitirá um aviso para que os ocupantes da flotilha abandonem o navio e regressem à costa antes de ultrapassarem uma "zona crítica".
O ministro da Defesa italiano sublinhou, igualmente, que os navios militares que acompanham a flotilha vão parar de proteger a embarcação quando estiver a menos de 278 quilómetros de Gaza.
Portugal não enviou navios da Marinha para acompanhar a flotilha, mas os portugueses a bordo poderão recorrer às fragatas italianas para proteção consular e humanitária, indicou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.
Do seu lado, a Flotilha Global Sumud, que transporta ajuda para Gaza, diz que vai mesmo entrar na noite de terça-feira na zona de risco israelita, enquanto um navio da Marinha italiana que a escoltava vai abandonar o "comboio".
"Estamos agora a cerca de 200 milhas da costa de Gaza. Esta noite, o navio da Marinha [de Guerra italiano] "Alpino" vai parar e regressar", disse Tony La Piccirella, um dos italianos a bordo da flotilha, acrescentando que os cerca de 50 navios, onde se encontram três portugueses -- a líder do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, o ativista Miguel Duarte e a atriz Sofia Aparício --, não vão parar.
"Entraremos na zona de interceção e avançaremos!", acrescentou o ativista à agência de notícias italiana ANSA, lembrando que a flotilha partiu no início deste mês de Barcelona (Espanha), levando a bordo cerca de 500 ativistas, políticos, jornalistas e médicos de mais de 40 nacionalidades.
- Noticiário das 8h
- 15 jun, 2026








