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Contra Bad Bunny, republicana quer que inglês seja única língua oficial dos EUA

07 out, 2025 - 09:19 • Lusa

A futura atuação de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl, deixou muitos apoiantes do Presidente dos EUA indignados.

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Uma congressista da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos (EUA), Marjorie Taylor Greene, pediu na segunda-feira à Câmara que aprovasse um projeto de lei para tornar o inglês a única língua oficial dos EUA.

As declarações surgem após o cantor porto-riquenho Bad Bunny, o artista escolhido para atuar no intervalo do campeonato de futebol americano, Super Bowl, dizer em espanhol que a sua presença no evento desportivo foi uma conquista para a comunidade latina, no sábado, durante o Saturday Night Live (um programa humorístico dos EUA).

Bad Bunny disse ainda que, se as pessoas não entenderam o que ele disse em espanhol, então têm quatro meses para aprender, sendo que atuação é no dia 08 de fevereiro de 2026, em Santa Clara, na Califórnia.

A congressista acrescentou que a Liga Nacional de Futebol Americano (sigla em inglês, NFL) "deveria parar de ter apresentações sexuais demoníacas durante os seus concertos no intervalo".

O projeto de lei de Taylor, apresentado a 05 de março e atualmente em fase legislativa inicial, promove a transformação do inglês na língua oficial do governo federal.

A proposta não proíbe o ensino de outras línguas, mas exige que, para obter a cidadania, as pessoas saibam ler e entender a Constituição em inglês.

A futura atuação de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl, deixou muitos apoiantes do Presidente dos EUA, Donald Trump, indignados, sendo que o cantor é o primeiro artista latino a atuar a solo num concerto do campeonato de futebol americano.

Na semana passada, o político e comentador republicano, Corey Lewandowski, disse num programa de rádio que "não há lugar seguro para as pessoas que estão aqui ilegalmente... nem no Super Bowl, nem em qualquer outro lugar".

Os críticos do cantor e defensor dos direitos da comunidade LGBTQ+ também não gostam da forma como Bad Bunny desafia as normas tradicionais do género, destacando que o artista apoiou a democrata Kamala Harris contra Donald Trump nas eleições presidenciais de 2024.

Desde que regressou ao poder, Trump tomou inúmeras decisões visando as pessoas transgénero e os imigrantes ilegais, especialmente os da América Central e Latina.

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