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O que acontece a seguir em Gaza? O provável calendário da primeira fase do plano de paz

09 out, 2025 - 08:15 • João Cunha , João Malheiro

Israel será obrigado a retirar as suas forças militares em 24 horas, para lá de uma linha acordada com o Hamas. Reféns devem ser libertados em 72 horas.

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Depois do anúncio de um acordo quanto à primeira fase de um plano paz entre Israel e Hamas, arrancam esta quinta-feira os primeiros passos para cumprir a proposta apresentada pelo Presidente dos Estados Unidos da América (EUA).

Tendo em conta o plano apresentado por Trump e as informações que já são públicas, a Renascença estabelece a linha temporal provável do que vai acontecer na Faixa de Gaza nos próximos dias.

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Quinta-feira

A assinatura do acordo sobre a primeira fase do plano ocorrerá ao meio-dia, hora local (10h00 de Lisboa). Uma vez assinado, espera-se que o cessar-fogo entre em vigor em Gaza.

Além disso, o gabinete de segurança e o governo de Israel devem reunir para finalizar a aprovação da primeira fase do acordo.

O gabinete deve reunir-se às 17h00, hora local (15h00 de Lisboa), seguido de uma reunião governamental uma hora depois.

A aprovação autorizará a libertação de prisioneiros palestinianos das prisões israelitas como parte do que as autoridades descrevem como "a primeira fase do plano".

"Que seja realmente o fim." Palestinianos e Israelitas celebram Acordo de Paz em Gaza
"Que seja realmente o fim." Palestinianos e Israelitas celebram Acordo de Paz em Gaza

Outros elementos do acordo mais amplo não serão votados na quinta-feira, uma vez que o gabinete já endossou o que as autoridades chamam de "cinco princípios" do acordo de paz do presidente dos EUA, Donald Trump, que define as etapas para o fim da guerra em Gaza.

Assim que a votação do governo for aprovada, Israel será obrigado a retirar as suas forças militares em 24 horas, para lá de uma linha acordada com o Hamas.

Esta redistribuição deixará as Forças de Defesa de Israel no controlo de aproximadamente 53% da Faixa de Gaza.

Após a aprovação do gabinete, arranca uma contagem regressiva de 72 horas. Até o final desse período, o Hamas deve libertar todos os reféns "de uma só vez e sem cerimónias públicas", de acordo com os termos do acordo.

As autoridades israelitas estimam que 20 reféns em Gaza estejam vivos, enquanto outros 28 são considerados mortos. O Hamas alega não saber do paradeiro de nove dos mortos.

Sexta-feira

As Forças de Defesa de Israel recuarão para a designada "linha amarela", com alguns ajustes, com Israel a controlar os tais 53% da Faixa de Gaza.

Até segunda-feira

A libertação dos reféns pode ocorrer já no sábado, coincidindo com uma visita de Trump a Israel, no domingo, e pode fazer um discurso no Knesset - o parlamento israelita - a convite do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

O acordo também prevê a libertação de um grande número de detidos palestinianos.

Pelos termos atuais, cerca de 1.700 moradores de Gaza presos depois do 7 de outubro serão libertados, juntamente com cerca de 250 palestinos que cumprem penas de prisão perpétua, em troca dos 20 reféns sobreviventes. As libertações ocorrerão dentro de 72 horas após a entrada em vigor do acordo.

O acordo não inclui membros da Força Nukhba do Hamas, que participaram do massacre de 7 de outubro, nem os comandantes mais proeminentes, descritos como "símbolos de organizações terroristas", como Marwan Barghouti.

A lista final das pessoas que serão libertadas por ambos os lados ainda não foi divulgada.

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