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Médio Oriente

Chefe de Estado-Maior de Israel reclama "vitória sobre o Hamas"

12 out, 2025 - 19:03 • Lusa

Persiste uma preocupação para que a "Faixa de Gaza não seja mais uma ameaça para o Estado de Israel e para os seus cidadãos", afirmou o chefe de Estado-Maior de Israel, Eyal Zamir, à Agência France-Presse.

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O chefe de Estado-Maior de Israel, Eyal Zamir, reivindicou este domingo uma vitória sobre o movimento radical palestiniano Hamas na guerra em Gaza ao longo dos últimos dois anos.

Numa breve declaração televisiva, Eyal Zamir disse que "a pressão militar" exercida por Israel desde o ataque do movimento islamita a 07 de outubro de 2023, "e as medidas diplomáticas complementares" representam "uma vitória sobre o Hamas".

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"Continuaremos a agir em função de uma realidade de segurança para que a Faixa de Gaza não seja mais uma ameaça para o Estado de Israel e para os seus cidadãos", acrescentou Zamir, citado pela Agência France-Presse.

Israel anunciou este domingo estar preparado para o regresso dos reféns detidos na Faixa de Gaza, cuja libertação o Hamas se comprometeu a iniciar na manhã de segunda-feira, pouco antes de uma cimeira internacional sobre o futuro do território palestiniano.

A cimeira, que contará com dezenas de chefe de Estado e de Governo árabes, islâmicos, europeus e asiáticos, será copresidida pelos presidentes egípcio, Abdel Fattah al-Sidi, e norte-americano, Donald Trump, decorrerá em Sharm el-Sheikh, uma estância balnear no Egito.

Israel não estará representado na "cimeira de paz" e o Hamas já anunciou que não participará.

Estes desenvolvimentos seguem-se ao acordo de cessar-fogo que entrou em vigor na sexta-feira, baseado no plano em 20 pontos apresentado pelo Presidente norte-americano, com o objetivo de pôr fim à guerra desencadeada em 7 de outubro de 2023 pelo ataque sangrento do Hamas em território israelita.

Nos termos do acordo, devem ser entregues a Israel até segunda-feira, às 09h00 TMG (10h00 em Lisboa), os 48 reféns ou corpos de reféns ainda detidos na Faixa de Gaza, dos quais se creem que 20 estão vivos.

Em contrapartida, Israel compromete-se a libertar 250 palestinianos detidos por "razões de segurança", incluindo vários condenados por atentados mortais anti-israelitas, bem como 1.700 palestinianos detidos em Gaza desde o início da guerra.

Nas primeiras horas do cessar-fogo, centenas de milhares de deslocados começaram a regressar ao norte da Faixa de Gaza, zona que foi o principal alvo da última fase da ofensiva israelita, encontrando, na maioria dos casos, apenas ruínas.

Segundo a Defesa Civil, cerca de 500 mil pessoas regressaram ao norte até sábado.

Durante a noite de sábado até este domingo, dezenas de camiões com alimentos, combustível e medicamentos atravessaram o posto fronteiriço de Rafah, no lado egípcio, aguardando autorização para entrar na Faixa de Gaza.

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