14 out, 2025 - 21:45 • Redação
A jovem polaca, Julia Wandelt, que dizia ser Madeleine McCann foi desmentida esta terça-feira por um teste de ADN, revelou a polícia em tribunal segundo o jornal "The Guardian". O julgamento mediático sobre a alegada stalker (perseguidora, em português) da família McCann continua.
"Foi feita uma comparação e provou de forma conclusiva que Julia Wandelt não é Madeleine McCann", garantiu o inspetor-chefe Mark Cranwell.
Julia é acusada de assédio moral contra a família de Maddie, a menina britânica desaparecida em 2007 num condomínio da Praia da Luz, no Algarve, juntamente com a co-arguida Karen Spragg, de 61 anos, apoiante da teoria da conspiração de que os pais de Madeleine são os responsáveis pelo seu desaparecimento.
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A arguida de 24 anos procurava, desde 2022 até fevereiro deste ano, que o casal McCann concordasse em fazer um teste de ADN para tirar qualquer dúvida da paternidade. Até à sessão de julgamento na passada quinta-feira no Tribunal da Coroa de Leicester, em Inglaterra, Kate e Gerry McCann discordavam com a realização do teste e defendiam que "não fazia sentido".
"Se eu for a Maddie, então tudo deve ficar bem, mas, se não for, o que provavelmente pensas, então vou deixar-te em paz", ouviu-se num áudio de Júlia para Kate na sala dos réus, na semana passada.
Mas o inspetor-chefe responsável pela "Operação Grange" – o grupo de investigação da polícia britânica exclusivamente dedicada ao desaparecimento de Madeleine – quebrou o protocolo e avançou com o teste de ADN a Julia. "Pesava-me na consciência", comentou.
O investigador Mark Cranwell justificou a ação, porque estava "na esperança de que Julia parasse com o comportamento em relação à família McCann".
Caso Maddie
"Não sou bonita como a Madeleine, mas sei quem sou(...)
Segundo o agente, 13 pessoas já tinham afirmado anteriormente ser Madeleine McCann, mas deixou o alerta: "Não recolhemos ADN a menos que acreditemos que essa pessoa possa mesmo ser a Madeleine, porque não quero criar precedente."
Mark Cranwell fê-lo sem o conhecimento do casal McCann para evitar lhes dar "falsas esperanças", já que "poderia ser emocionalmente devastador e difícil para a família".
"Se se tornasse público que eu tinha recolhido ADN de alguém que muito provavelmente não era Madeleine, receava que muitas outras pessoas viessem dizer: 'Eu sou a Madeleine'", confessou.
A polícia já desconfiava que Julia não era Maddie à falta de semelhança física e por ser mais velha do que a menina desaparecida, mas, de qualquer modo, uma amostra de ADN foi retirada aquando a detenção pelo início deste ano.
A arguida sugeriu que os resultados foram adulterados, disse o investigador Cranwell.