15 out, 2025 - 20:15 • Redação
Os níveis de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera aumentaram de forma recorde em 2024, atingindo um novo máximo, segundo dados da Organização Meteorológica Mundial (OMM) das Nações Unidas, agravando a crise climática que já está a causar perdas de vidas e meios de subsistência em todo o mundo.
Esta é uma tendência crescente já que no ano passado se tinha registado um valor máximo, preocupando os cientistas com o enfraquecimento dos sumidouros naturais de carbono em terra e no oceano. Por norma, cerca de metade das emissões CO2 são removidas da atmosfera ao serem dissolvidas no oceano ou absorvidas por árvores e plantas em crescimento.
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O aumento recorde do CO2 é, segundo a OMM, um resultado do aquecimento global, o que poderá criar um círculo vicioso e acelerar ainda mais a subida das temperaturas.
Como os oceanos estão a aquecer e a vegetação está cada vez mais seca ou ardida, o ecossistema não está a conseguir absorver tanto CO2 como deveria. Segundo a responsável científica sénior da OMM, Oksana Tarasova, deve-se avançar com uma "monotorização contínua e reforçada dos gases com efeito de estufa", já que este gás vai permanecer na atmosfera durante centenas de anos.
"Reduzir as emissões é, por isso, essencial não só para o nosso clima, mas também para a segurança económica e o bem estar das comunidades", anunciou.
A queima incessante de combustíveis fósseis, como o carvão, petróleo e gás, e o aumento dos incêndios florestais e as emissões provenientes das chamas são outros dois fatores que contribuíram para este salto nas emissões de dióxido de carbono.
As concentrações atmosféricas de metano e óxido nitroso – o segundo e o terceiro gases com efeito de estufa mais relevantes associados à atividade humana – também atingiram níveis recorde em 2024.
Com dados recolhidos a partir de uma rede de 500 estações de monotorização espalhadas pelo mundo, esta é a maior subida dos níveis de dióxido de carbono desde 1957.