África
Líder de golpe de Estado é o novo Presidente de Madagáscar
17 out, 2025 - 16:50 • Redação, com Reuters
"Juro que dedicarei todas as minhas forças à defesa e ao reforço da unidade nacional e dos direitos humanos", prometeu Coronel Randrianirina. A União Africa (UA) e António Guterres, condenaram o golpe.
Aplausos, som de trombetas e espadas erguidas receberam o líder do golpe de Estado em Madagáscar, coronel Michael Randrianirina, que assumiu o cargo nesta sexta-feira como novo presidente.
Cinco dias depois do ex-Presidente Andry Rajoelina fugir do país e o país ser controlado por militares após a destituição, Randrianirina vai ficar responsável por liderar a nação insular, no máximo, durante os próximos dois anos. A escassez de água, eletricidade e ofertas de trabalho motivaram protestos liderados por jovens, que depois receberam apoio dos soldados locais.
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Para além do Tribunal Constitucional Superior e do Senado de Madagáscar ser dissolvido para desgosto do ex-Presidente, a União Africa (UA) e o Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, condenaram o golpe.
Apesar das críticas, Randrianirina declarou compromisso com a nação numa cerimónia para oficializar a transferência de poder, no Tribunal Constitucional Superior. "Cumprirei total, completa e justamente as altas responsabilidades do meu cargo como Presidente da República de Madagáscar."
"Juro que exercerei o poder que me foi confiado e dedicarei todas as minhas forças à defesa e ao reforço da unidade nacional e dos direitos humanos", prometeu o novo Chefe de Estado.
A investigadora e vice-presidente da organização sem fins lucrativos anticorrupção Transparência Internacional, Ketakandriana Rafitoson, duvida que o comité militar transite o poder, em termos pacíficos. "Compromissos como 'entregaremos o poder em dois anos' são frágeis se não forem acompanhados de mecanismos que limitem a capacidade da junta se entrincheirar no poder."
Apesar do entusiasmo vivido pelos jovens na destituição de Rajoelina, que também chegou ao poder através de um golpe militar em 2009, alguns já começaram a expressar reservas quanto à rapidez com que os militares intervieram.
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