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Análise

Especialista alerta: "Zelensky tem de jogar com Trump, que tem de ser bajulado"

21 out, 2025 - 11:56 • Ana Fernandes Silva

A professora da Universidade do Minho Sandra Fernandes, especialista em Relações Internacionais, diz que a recente declaração conjunto dos líderes da UE e de Zelensky está "em sintonia com Donald Trump", mas isso "não significa que haja uma aceitação de cedência territorial".

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A especialista em Relações Internacionais Sandra Fernandes considera que a declaração conjunta, divulgada esta terça-feira, dos líderes europeus e do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, não deve ser lida como uma abertura de Kiev à cedência de territórios.

"Na perspetiva de Zelensky e dos europeus significa começar a dialogar sobre um futuro político a partir dessa linha. Não significa que haja uma aceitação de cedência territorial", diz a professora da Universidade do Minho à Renascença.

Os líderes europeus e Zelensky escrevem que "a linha da frente deve ser o ponto de partida para as negociações" de Paz na Ucrânia, em sintonia com Donald Trump que, esta semana, defendeu que a guerra deve parar nas linhas da frente para as negociações entre Moscovo e Kiev.

Na leitura de Sandra Fernandes o presidente ucraniano está a jogar as cartas que pode com Donald Trump: "A habilidade de Zelensky está precisamente em, percebendo que não está numa posição em que pode contar com verdadeiramente o apoio completo dos americanos, tem que jogar com o presidente Trump que tem que ser bajulado."

A especialista em relações internacionais considera que "este comunicado e esta aparente nova posição apenas mostram que, sobretudo desde a administração Trump, as palavras são ditas de forma a que possam ser interpretadas de várias formas".

"Esta declaração tem a principal intenção de servir como ponto de partida para uma discussão política", sublinha.

"A linha da frente é relativamente estável, embora mais favorável aos russos, em termos de avanços, mas é um ponto de partida para uma discussão política", remata.

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