Europa e Ucrânia vão propor fim da guerra com base nas atuais linhas da frente
21 out, 2025 - 18:15 • Ricardo Vieira, com agências
Um comité de paz, presidido por Donald Trump, ficará encarregado de acompanhar a implementação da proposta de paz, avança a agência Bloomberg.
Países europeus e a Ucrânia estão a preparar uma proposta de 12 pontos para acabar a guerra com a Rússia com base nas atuais linhas da frente, avançou esta terça-feira a agência Bloomberg News.
Um comité de paz, presidido pelo Presidente norte-americano, ficará encarregado de acompanhar a implementação da proposta de paz, indicam fontes próximas do processo.
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A notícia da proposta é conhecida no dia em que o encontro entre Donald Trump e o Presidente russo, Vladimir Putin, previsto para Budapeste, na Hungria, foi colocado "em pausa".
Os líderes europeus apelaram esta terça-feira os Estados Unidos a manterem uma posição firme na exigência de um cessar-fogo imediato na Ucrânia, com as atuais linhas de combate a servirem de base para futuras negociações de paz, noticiou a Bloomberg.
De acordo com a proposta em discussão, elaborada em coordenação com Kiev, a Ucrânia receberia garantias de segurança, financiamento para a reconstrução do país e um processo acelerado de adesão à União Europeia.
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A Rússia, por seu lado, tem reiterado a exigência de que a Ucrânia ceda mais território como condição prévia para qualquer cessar-fogo — uma posição rejeitada por Kiev e pelos seus aliados ocidentais.
Segundo o plano avançado pela Bloomberg, após a aceitação do cessar-fogo por ambas as partes e o compromisso mútuo de cessar os avanços territoriais, seriam iniciados processos para o regresso das crianças deportadas para a Ucrânia, bem como trocas de prisioneiros de guerra.
As negociações entre os dois países incluiriam também o futuro estatuto das regiões atualmente ocupadas pela Rússia. Contudo, nem a Ucrânia nem os países europeus reconheceriam legalmente qualquer parte desses territórios como pertencente à Federação Russa.
O levantamento das sanções contra Moscovo seria feito de forma faseada. No entanto, os cerca de 300 mil milhões de dólares em ativos congelados do banco central russo só seriam devolvidos se o Kremlin concordasse em contribuir financeiramente para a reconstrução da Ucrânia no pós-guerra, referiu ainda a Bloomberg. As sanções seriam restabelecidas caso a Rússia voltasse a atacar.
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