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Atentado

Homem que tentou matar primeiro-ministro da Eslováquia condenado a 21 anos de prisão

21 out, 2025 - 18:47 • Reuters

"Foi injusto", declarou o condenado, afirmando que queria ferir, mas não matar o primeiro-ministro eslovaco em nome da preservação da liberdade e cultura eslovacas.

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Um tribunal eslovaco decidiu esta terça-feira que o homem que baleou e feriu gravemente o primeiro-ministro Robert Fico, em maio do ano passado, é culpado de terrorismo, tendo-lhe sido aplicada uma pena de 21 anos de prisão.

Jurah Cintula, de 72 anos, disparou cinco vezes contra Fico a pouco mais de um metro de distância numa praça em Handlová, cidade a 150 quilómetros da capital Bratislava. O primeiro-ministro da Eslováquia foi atingido na zona do abdómen, anca, numa mão e pé.

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O veredicto do Tribunal Penal Internacional de Banská Bystrica desta terça-feira encerra o julgamento iniciado em julho, que decidia se este caso se se tratava de um caso de homicídio ou terrorismo.

Cintula apareceu em tribunal com uma camisa azul e um casaco com capuz preto, escoltado por guardas armados com metralhadoras. Afirmou que queria ferir, mas não matar Fico, explicando que pretendia impedir a continuação das suas políticas, que, segundo ele, estariam a prejudicar a liberdade e a cultura eslovacas.

Cintula já manifestava nas redes sociais não concordar com as políticas do Governo e participou, um mês antes do atentado ao primeiro-ministro eslovaco, em protestos contra a situação política do país e intencionava abolir a televisão pública.

"Foi injusto", declarou, assegurando aos jornalistas fora do tribunal que "com certeza" irá recorrer da decisão. Contudo, a pena ficou abaixo do máximo possível, que seria a prisão perpétua.

O ataque expôs as divisões profundas na sociedade eslovaca e a forte animosidade entre o populista Fico e a oposição. O primeiro-ministro do país que já liderou o país por três mandatos desde 2006 (totalizando 11 anos no poder), acusou a oposição — maioritariamente liberal e pró-União Europeia — de fomentar um clima de ódio que culminou no atentado.

Após cirurgias de emergência, a figura de Estado reapareceu publicamente em julho do ano passado e regressou ao trabalho pouco depois.

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