Nova cimeira Trump-Putin não deverá acontecer "num futuro imediato"
21 out, 2025 - 18:28 • Ricardo Vieira
Presidente norte-americano tinha anunciado um encontro com o homólogo russo, em Budapeste, mas fonte da Casa Branca vem agora dizer que não deverá ter lugar nos próximos tempos.
Uma nova reunião entre Donald Trump e Vladimir Putin não deverá acontecer "num futuro imediato" depois de Moscovo rejeitar um cessar-fogo no curto prazo, disseram esta terça-feira fontes oficiais da Casa Branca, citadas pela BBC e pelo jornal The Guardian.
O Presidente norte-americano anunciou, na semana passada, um novo encontro com o homólogo russo, em Budapeste, na Hungria, em data a ser confirmada.
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Agora, fonte oficial da Casa Branca diz que a cimeira de alto nível não vai ter lugar nos próximos tempos.
A recente conversa entre o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, foi "produtiva" e não é "necessário" um novo frente a frente entre Trump e Putin, adianta a mesma fonte.
Esta terça-feira, a agência Bloomberg News avançou que países europeus e a Ucrânia estão a preparar uma proposta de 12 pontos para acabar a guerra com a Rússia com base nas atuais linhas da frente.
Um comité de paz, presidido pelo Presidente norte-americano, ficará encarregue de acompanhar a implementação da proposta de paz, indicam fontes próximas do processo.
Polónia avisa Putin
A Polónia advertiu esta terça-feira o Presidente russo, Vladimir Putin, contra a utilização do seu espaço aéreo para participar numa futura cimeira com Donald Trump, na Hungria, alegando que poderia ser obrigada a cumprir o mandado de detenção internacional emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI).
Por seu lado, a Bulgária manifestou abertura para autorizar a passagem de Putin pelo seu espaço aéreo, caso o encontro em Budapeste venha mesmo a realizar-se, segundo declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros búlgaro, Georg Georgiev.
O Tribunal Penal Internacional emitiu um mandado de captura contra Vladimir Putin, acusando-o de envolvimento na deportação ilegal de centenas de crianças ucranianas. A Rússia rejeita a jurisdição do tribunal e nega todas as acusações.
"Não posso garantir que um tribunal polaco independente não ordene ao governo que intercepte o avião e entregue o suspeito ao tribunal de Haia", afirmou o ministro polaco dos Negócios Estrangeiros, Radoslaw Sikorski, em declarações à Rádio Rodzina.
- Noticiário das 2h
- 07 jun, 2026








