Crime
Prisão preventiva para mulher chinesa que assaltou Museu de História Natural de Paris
21 out, 2025 - 10:58 • Olímpia Mairos
A procuradoria de Paris estima que o conjunto das peças desaparecidas pese cerca de seis quilos e tenha um valor aproximado de 1,5 milhões de euros, além de danos materiais avaliados em cerca de 50 mil euros.
A jovem chinesa de 24 anos responsável pelo assalto ao Museu de História Natural de Paris, ocorrido em setembro, ficou em prisão preventiva.
Detida em Barcelona no dia 30 de setembro, no âmbito de um mandado de detenção europeu, a mulher foi formalmente acusada a 13 de outubro.
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O roubo, cuidadosamente planeado, teve lugar na madrugada de 16 para 17 de setembro, na galeria de mineralogia, e contou com o uso de uma rebarbadora para arrombar os acessos.
Segundo o jornal Le Monde, a suspeita levou consigo várias peças valiosas, entre as quais uma pepita de ouro de cinco quilos, com o tamanho aproximado de uma bola de futebol, descoberta na Austrália há cerca de duas décadas.
Entre os objetos furtados encontravam-se ainda a primeira pepita de ouro descoberta na Guiana Francesa e um exemplar original da época da Corrida do Ouro nos Estados Unidos. Algumas peças furtadas eram datadas dos séculos XVIII e XIX.
Durante o assalto, várias portas foram forçadas e vitrines destruídas. A rebarbadora usada no crime foi localizada numa das escadarias do edifício, indica o jornal.
As imagens das câmaras de videovigilância mostram uma única pessoa no interior do museu pouco depois da 1h00, saindo cerca de três horas mais tarde.
Investigações realizadas através de escutas telefónicas revelaram que a mulher deixou França no mesmo dia do crime e preparava-se para regressar à China quando foi capturada na Catalunha.
De acordo com a procuradora Laure Beccuau, o alerta inicial partiu de um funcionário de limpeza que notou pequenos destroços, e um dos responsáveis do museu confirmou a ausência das pepitas de ouro da exposição.
No dia seguinte ao roubo, o vice-diretor do Museu de História Natural, Emmanuel Skoulios, declarou acreditar que as peças já haviam sido derretidas ou revendidas.
A procuradoria de Paris estima que o conjunto das peças desaparecidas pese cerca de seis quilos e tenha um valor aproximado de 1,5 milhões de euros, além de danos materiais avaliados em cerca de 50 mil euros.
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- 07 jun, 2026








