22 out, 2025 - 09:57 • Henrique Cunha
Na sua catequese de quarta-feira, na Praça São Pedro, no Vaticano, o Papa começou por abordar “uma das doenças do nosso tempo: a tristeza”, que tem na ressurreição de Cristo a cura.
Leão XIV lembrou que “a tristeza acompanha o dia-a-dia de muitas pessoas”, e “mina o sentido e o vigor da vida”. E sublinhou que “reconhecer a Ressurreição significa mudar a nossa perspetiva sobre o mundo”.
"Jesus não ressuscitou em palavras, mas em atos; a vitoria da vida não é uma palavra vazia, mas um facto real e concreto”, reforçou.
Na sua catequese, o Papa assinalou que os discípulos de Emaús também experimentaram a tristeza “quando, sem esperança e com o rosto triste por causa da morte de Jesus, voltaram as costas a Jerusalém”.
“Porém, ao longo do caminho, Jesus ressuscitado aproximou-se deles, escutou-os, falou-lhes das Escrituras e, por fim, deixou-se reconhecer ao partir o pão. Com tudo isto, o coração deles voltou a arder de alegria e ganhou novo vigor”, sublinhou. Com efeito, afirma Leão XIV “acreditar na ressurreição significa aderir à verdade que ilumina de esperança o nosso olhar”.
O Papa garante que “a história ainda tem muito a esperar no bem” e pede a que se permaneça vigilante “todos os dias no encanto da Páscoa de Jesus ressuscitado”. “Só Ele torna possível o impossível!”, concluiu.
Na saudação aos peregrinos polacos, o Papa assinalou a memória litúrgica de São João Paulo II.
“Há exatamente 47 anos, nesta Praça, ele exortou o mundo a abrir-se a Cristo. Este apelo continua válido hoje: todos somos chamados a assumi-lo”, exortou.