22 out, 2025 - 21:07 • Diogo Camilo
Não havia uma única câmara de vigilância a cobrir a varanda por onde os ladrões entraram no Museu do Louvre, em Paris, durante o roubo das jóias da coroa de França no último domingo.
Perante o Senado francês, a diretora do museu, Laurence des Cars, afirmou que a única câmara que podia filmar a varanda estava virada para o lado errado e admitiu derrota: "Apesar dos nossos esforços, apesar do nosso trabalho árduo, fomos derrotados:"
A responsável revelou em audição na câmara alta do Parlamento que avançou com a sua demissão, mas que a mesma não foi aceite pela ministra da Cultura, Rachida Dati, que também está sob pressão.
Em declarações esta quarta-feira, admitiu que as câmaras de vigilância no exterior do museu não ofereciam cobertura sobre todas as fachadas, culpando a falta de câmaras sobre o perímetro do Louvre que não permitiram "detetar a chegada dos assaltantes a tempo".
"Os avisos que tinha deixado caíram mal no último domingo. Infelizmente, na Galeria Apollo, a única câmara está instalada na direção oeste e não cobria a varanda afetada pelo assalto. Essa é a nossa fraqueza", apontou.
A diretora do Louvre sublinhou ainda que, apesar do assalto, o sistema de segurança "funcionou perfeitamente": "Os nossos agentes não estão armados, seguiram o protocolo de segurança, alertaram a polícia e retiraram os visitantes. Graças ao seu profissionalismo, ninguém ficou ferido", afirmou, indicando que o tipo de ataque "não estava previsto".
Laurence des Cars anunciou ainda a intenção de instalar uma esquadra da polícia dentro do museu, com o objetivo de "proteger as imediações do Louvre, em particular a via pública".
O museu reabriu esta quarta-feira, três dias depois do roubo de jóias avaliadas em 88 milhões de euros.