Lituânia acusa Rússia de violação do espaço aéreo
23 out, 2025 - 22:50 • Ricardo Vieira, com Reuters
Caças espanhóis da Polícia Aérea do Báltico da NATO foram de imediato acionados e estão a patrulhar a área. Moscovo nega que os seus aviões tenha entrado no espaço aéreo da Lituânia.
Dois aviões militares russos entraram, esta quinta-feira, no espaço aéreo da Lituânia durante cerca de 18 segundos, informou o exército daquele país da NATO.
As duas aeronaves, um caça Su-30 e um avião cisterna Il-78, estariam possivelmente numa missão de treino de reabastecimento quando penetraram cerca de 700 metros no território lituano a partir da região russa de Kaliningrado, por volta das 15h00.
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A Lituânia convocou o principal diplomata russo no país e apresentou um protesto formal.
O Governo de Vilnius também informou os aliados da NATO e da União Europeia, bem como o Conselho do Atlântico Norte, indicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros.
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“Este incidente mostra, mais uma vez, que a Rússia comporta-se como um Estado terrorista, desrespeitando o Direito Internacional e a segurança dos países vizinhos”, afirmou a primeira-ministra lituana, Inga Ruginiene, numa mensagem publicada no Facebook.
“A Lituânia está segura. Juntamente com os nossos aliados, cuidamos e defenderemos cada centímetro do nosso país”, acrescentou.
Caças Eurofighter Typhoon espanhóis da Polícia Aérea do Báltico da NATO foram de imediato acionados e estão a patrulhar a área.
“Isto mostra que a vigilância é necessária a todo o momento, que a Rússia não está, de forma alguma, a acalmar-se ou a recuar”, declarou o ministro da Defesa da Polónia, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, à estação privada TVN24.
Rússia nega invasão de espaço aéreo
A Rússia já reagiu. Caças russos Su-30 realizaram um voo de treino planeado sobre a região de Kaliningrado, no Báltico russo, e não violaram as fronteiras de outros países, afirmou o Ministério da Defesa, num comunicado divulgado no Telegram.
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“Os voos decorreram em estrita observância das regras de utilização do espaço aéreo sobre o território da Federação Russa, não se desviaram da sua rota de voo e não violaram as fronteiras de outros Estados, o que foi confirmado por meios de controlo objetivo”, refere Moscovo.
A 19 de setembro, três aviões militares russos violaram o espaço aéreo da Estónia durante 12 minutos. A NATO fez descolar caças que os escoltaram para fora do território. Moscovo negou a incursão, afirmando que Tallinn não tinha provas e estava a tentar aumentar as tensões entre Leste e Oeste.
Nove dias antes, mais de 20 drones russos tinham entrado no espaço aéreo polaco. Caças da NATO abateram alguns deles — a primeira vez que um membro da Aliança disparou contra alvos russos desde o início da guerra na Ucrânia.
O general norte-americano que comanda as forças da NATO afirmou, no início desta semana, que a Rússia parece ter sido dissuadida pela resposta firme da Aliança às incursões na Polónia e na Estónia, embora Moscovo deva continuar a testar os limites.
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